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MST invade fazenda de Daniel Dantas no Pará

Cerca de mil integrantes do movimento ocupam propriedade em 'protesto' contra corrupção do banqueiro

25 de julho de 2008 | 12h 04
Carlos Mendes, de O Estado de S. Paulo

A fazenda Maria Bonita, localizada em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, foi invadida e ocupada na manhã desta sexta-feira, 25, por cerca de mil agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A propriedade pertence ao banqueiro Daniel Dantas, preso duas vezes há quinze dias pela Polícia Federal e solto por habeas-corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.   Veja também: Entenda o esquema e veja os alvos da Satiagraha  Justiça condena MST a pagar R$ 5,2 mi por fechar ferrovia As prisões de Daniel Dantas   A fazenda pertencia ao pecuarista paraense Benedito Mutran Filho, que vendeu ao grupo de Dantas também as fazendas Cedro e Espírito Santo. Juntas, as três fazendas possuem mais de 100 mil cabeças de gado. Segundo o coordenador estadual do MST, Charles Trocate, a invasão foi um "protesto contra a corrupção do grupo desse banqueiro na região". A Polícia Militar foi chamada por um gerente da fazenda, mas disse que só por intermédio de ação de reintegração de posse poderá retirar os invasores.   Com foices e enxadas, os invasores começaram a armar suas barracas dentro da fazenda, avisando que pretendem permanecer no local. A Agropecuária Santa Bárbara deve ingressar até o final da tarde com pedido de reintegração de posse na Vara Agrária de Marabá.   Condenação   Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto") Na última quinta-feira, a  Justiça Federal de Marabá, no sul do Pará, condenou três líderes do MST na região a pagar R$ 5,2 milhões, dentro de 15 dias, à mineradora Vale por descumprir decisão judicial que proibiu a interdição da ferrovia de Carajás, em abril. Da decisão ainda cabe recurso.   O MST havia fechado a linha férrea por duas vezes no decorrer de 2007, impedindo o transporte de minério de ferro do Pará até o Porto de Itaqui, no Maranhão. Em fevereiro, a Vale obteve liminar que proibia protestos que interrompessem a passagem de trens. O mérito foi julgado agora com a condenação dos três dirigentes.   Na sentença, o juiz Carlos Henrique Borlido Hadad afirma que os dirigentes do MST Luís Salomé de França, Eurival Carvalho Martins e Raimundo Benigno Moreira "lideraram diversas pessoas na invasão da estrada de ferro. O juiz também levou em conta os fatos relatados pelo oficial de Justiça, que menciona a reunião de manifestantes do MST e garimpeiros sob a liderança de França, Martins e Moreira no acampamento de onde partiu a invasão à ferrovia.  




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