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Mensalao

Mulher de Pizzolato muda de casa após visitar marido

09 de fevereiro de 2014 | 20h 45
ANDREI NETTO - Agência Estado

Andrea Eunice Haas, mulher do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que o acompanhava quando de sua prisão em Maranello, na Itália, mudou de endereço. Depois de visitar no sábado seu marido, detido no presídio de Sant''Anna, na cidade de Modena, ela deixou a casa em que estava acomodada, pertencente ao sobrinho do preso, o engenheiro Fernando Grando.

A decisão de mudar de endereço aconteceu depois das duas entrevistas que concedeu, a primeira a um grupo de jornalistas brasileiros e, a seguir, à revista IstoÉ. Nas duas ocasiões, Andrea reiterou a suposta inocência de Pizzolato e acusou a imprensa de perseguição. Na primeira oportunidade, concedida na saída do presídio de Sant''Anna, Andrea acusou a imprensa de mentir sobre a responsabilidade de seu marido, ressaltando que o dinheiro pertencia a uma empresa privada. "O regulamento do Visanet e auditorias do Banco do Brasil provam que o dinheiro não era público e não era do BB", ressaltou. "O dinheiro era privado, da Visanet, uma empresa privada."

À revista IstoÉ, Andrea reiterou que as conclusões da Justiça sobre a origem do dinheiro - um total de R$ 73 milhões do Visanet, usado para financiar o mensalão - seriam inverídicas. "Ele sempre fez tudo direitinho e certinho", disse, referindo-se a Pizzolato. "É um sujeito organizado. Você pode ver a história dele."

Depois da visita a Pizzolato e das entrevistas, Andrea decidiu deixou a casa de seu sobrinho, e seu destino é desconhecido. Antes de ser localizada pela polícia junto com seu marido, estava vivendo em outra cidade da Itália. Na tarde de ontem, o automóvel Fiat Punto que ela adquiriu em Málaga, na Espanha, e com o qual o casal foi até a casa do sobrinho, não estava estacionado na residência.

No plano jurídico, a vida do ex-diretor do BB não mudou no final de semana. Na sexta-feira, o Tribunal de Justiça de Bolonha, decidiu não liberar Pizzolato, cuja defesa havia alegado não existir risco de fuga. Como o acusado cometeu na Itália crimes de fraude de documentos e falsidade ideológica, seu pedido para acompanhar o processo de extradição em liberdade foi negada.

A Justiça italiana também concedeu 40 dias de prazo para que o Brasil formalize a demanda de extradição. Pizzolato tem dupla nacionalidade, brasileira e italiana, e em tese não pode ser extraditado. Mas juristas dos dois países veem brechas legais para que o eventual pedido de Brasília.






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