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Não há negociação com governo em torno da CPMF, diz PSDB

Guerra e Jucá não chegam a acordo sobre o imposto, mas tucanos aceitam votar a DRU separadamente

12 de dezembro de 2007 | 14h 44
Cida Fontes, da Agência Estado

Fracassou mais uma tentativa do governo de negociar com o PSDB a prorrogação da CPMF até 2011. O presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou na tarde desta quarta-feira, 12, depois de se reunir com o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), que não há negociação e que o governo "não formalizou nada e só promete fazer propostas depois da aprovação da emenda da CPMF". Apesar disso, o partido chegou a um acordo com o governo para votar a Desvinculação das Receitas da União (DRU).   Veja também:  Entenda o que é a CPMF   Jucá afirma que reverteu dois votos  Governo propõe destinar toda a CPMF para a Saúde  Líderes aliados admitem que situação da CPMF é 'dramática'  'Certamente falta algum voto para CPMF', diz FHC   Diante do impasse e das dificuldades do governo em ter os votos suficientes para aprovar a contribuição, Jucá disse que abriu nova negociação com a oposição para tentar votar separadamente a CPMF e a DRU por meio de destaques.   A negativa do PSDB mostra que a proposta do governo de destinar 100% das receitas do tributo para a área de saúde não convenceu os tucanos. Hoje, parte dos recursos vai para a seguridade social e parte, para o Fundo de Combate à Pobreza. Além disso, o governo acenou com a possibilidade de reduzir a tributação sobre a folha de pagamento das empresas.   Apesar disso, o governo ainda acredita que, com essa nova negociação, poderá de fato conseguir os 49 votos necessários à aprovação da emenda.   A oferta de mais recursos para a saúde foi complementada com a promessa de reduzir a tributação incidente sobre a folha salarial. A contribuição paga pelas empresas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cairia dos atuais 20% para 15%.   Além da desoneração da folha, há todo um pacote de cortes tributários sendo elaborado pelo governo, entre os quais consta a nova política industrial do governo. "Mas precisa ter a CPMF", insistiu o secretário de Acompanhamento Econômico, Nelson Barbosa.   DRU   A DRU, que consta da mesma proposta que renova a CPMF, permite que o governo tenha mobilidade na utilização de parcela dos recursos da União.   "Estamos trabalhando, tentando constituir um entendimento, mas votamos hoje (quarta-feira) a CPMF", disse Jucá. "Se houver radicalização, vamos votar separadamente a DRU, tem alguns parlamentares que são contra a CPMF, mas apoiariam a DRU", completou.   (com Reuters)



Tópicos: CMPF

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