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‘Núcleo duro’ de Dilma na Câmara encolhe em 2012, revela Basômetro

Novo projeto do Estadão gera visualização da atuação dos deputados e dos partidos em 98 votações nominais ocorridas desde 2011

12 de maio de 2012 | 15h 26
Estadão Dados

A presidente Dilma Rousseff enfrentou seu primeiro ano no cargo com uma base fiel e coesa na Câmara: nada menos do que três quintos dos deputados tiveram uma taxa de fidelidade ao governo superior a 90% nas votações realizadas em 2011.

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Esse "núcleo duro", porém, teve forte encolhimento e agora reúne menos da metade dos deputados, segundo revela o Basômetro, ferramenta que permite mapear pela internet o comportamento de parlamentares e partidos nas votações nominais da Câmara realizadas desde o início da legislatura. O Basômetro é o primeiro trabalho do núcleo Estadão Dados.

Em seu primeiro ano, Dilma teve 306 deputados de 17 partidos a seu lado em pelo menos 90% das votações. Apenas 239 se mantiveram com essa taxa de fidelidade no acumulado de 2011 e 2012. Levando-se em conta somente os votos deste ano, o núcleo duro fica ainda menor: 118 parlamentares.

Das 98 votações nominais nas quais o governo orientou sua base, a presidente perdeu apenas cinco, sendo três referentes ao Código Florestal. Mas o número de votos conquistados oscilou em momentos de crise. De maio a outubro de 2011, durante a chamada "faxina" nos ministérios, o governo teve o apoio de menos de três quartos dos deputados em cerca de metade das votações. Nos dois meses seguintes, o porcentual de votos pró-governo foi sempre superior a 75%.

Com 87% de posicionamentos contrários à orientação do Palácio do Planalto, o deputado Eli Correa (DEM-SP) disse ao Estado que "nada contra a corrente" ao tentar derrubar projetos de interesse de Dilma. "A gente tenta mobilizar os descontentes da base, mas é difícil."

No outro extremo, José Guimarães (PT-CE) votou 93 vezes, todas com o governo. "Aprendi no sertão do Ceará que em política você tem de ter lado. Tenho fidelidade ao programa da presidente." Também com taxa de governismo de 100%, a deputada Iracema Portella (PP-PI) considerou uma "coincidência" o fato de se posicionar sempre de acordo com a orientação do Planalto. "Voto de acordo com minha consciência." / José Roberto de Toledo, Amanda Rossi, Eduardo Malpeli e Daniel Bramatti

 







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