'O que não falta em cima de mim é dossiê fajuto', diz Serra

Candidato tucano colocou-se como vítima de espionagem do PT em evento com empresários em SP

Carolina Freitas, da Agência Estado

09 Agosto 2010 | 18h08

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, voltou nesta segunda-feira, 9, a colocar-se como vítima de suposta espionagem feita pelo PT. "O que não falta em cima de mim é dossiê fajuto e o que falta é achar alguma coisa que eu tenha feito errado", afirmou em entrevista coletiva após participar de evento com empresários em São Paulo. "Eu estou há décadas na vida pública e nunca teve uma acusação fundamentada de qualquer coisa de irregularidade. Minha vida pública é limpa do começo ao fim, apesar de todas essas tentativas de baixaria."

 

Serra fez os comentários ao ser questionado sobre a afirmação de um ex-diretor da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, à Revista Veja desta semana. Segundo Gerardo Xavier Santiago, o fundo funcionaria como uma "fábrica de dossiês" contra a oposição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Serra classificou o cenário apresentado por Santiago como "mais uma baixaria" que tentaram fazer contra ele e citou o caso do dossiê dos aloprados, de 2006.

 

O candidato classificou como "lamentável", mas "normal" a ausência da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no evento "Candidatos à Presidência falam aos empreendedores do Brasil", organizado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). "A candidata Dilma tem evitado ao máximo debater e se expor. Não estão aqui fazendo nada diferente." Participam do evento ainda Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Marina Silva (PV). Cada candidato tem 20 minutos para expor suas ideias aos empresários e 40 minutos para responder às perguntas da plateia.

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