Obras do PAC não estão paradas por falta de dinheiro, diz Lula
Presidente culpou TCU por 'indicar sobrepreços', o que obriga o governo a refazer todo o processo
Lula aciona dispositivo para implosão de rochas no canal das obras no município de Custodia (PE)
Foto: Dida Sampaio/AE
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, agora na manhã desta quinta-feira, em entrevista a emissoras de rádio, em um acampamento do canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco, que tem "certeza" de que "nenhuma obra" do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está paralisada no País por falta de dinheiro. Ele também afirmou que faz visitas por "necessidade de fiscalização" e que o debate em torno do projeto seria "desnecessária e fora do tempo".
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Lula concedeu entrevista a emissoras de rádio em acampamento do canteiro das obras de transposição do Rio São Francisco, no município de Sertânia (PE). Ao responder à pergunta de um radialista sobre suposta paralisação de duas obras do PAC em Sergipe - uma em Santa Maria e uma em Coqueiral -, o presidente afirmou que, "se tem (paralisação), é alguma coisa ou da Justiça, ou de briga de empresários, ou do Tribunal de Contas, porque falta de dinheiro não é."
Na semana passada, o tribunal decidiu suspender 41 obras federais. No pacote estavam 13 projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina dos olhos da campanha de Dilma à sucessão do presidente.
Lula acrescentou que, especificamente sobre os casos de Santa Maria e Coqueiral, iria consultar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, responsável pela gestão do PAC, que também estava no acampamento no momento da entrevista.
O presidente disse que, "muitas vezes", o Tribunal de Contas diz que há "indícios de sobrepreço" em determinada obra, e isso obriga o governo a "refazer todo o processo", e outras vezes, a empresa que perde a licitação "entra na Justiça e paralisa a obra". Na avaliação do presidente, "é muito difícil", hoje, fazer uma obra no Brasil.
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