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ONG critica demora em demarcação após ataque no MS

Para Anistia Internacional, suposto assassinato de cacique guarani-caiová na sexta é 'chocante'.

21 de novembro de 2011 | 16h 30

Entidades de defesa dos direitos humanos e dos indígenas condenaram o ataque ao cacique Nísio Gomes, da tribo guarani-caiová, ocorrido na última sexta-feira em um acampamento indígena no município de Amambaí, no Mato Grosso do Sul.

A ONG Anistia Internacional disse que o caso é "chocante" e criticou a lentidão das autoridades no processo de demarcação de terras na região.

"Quando esses processos são lentos, as comunidades ficam em uma situação muito, muito vulnerável. Elas são retiradas de suas terras ancestrais e ficam sujeitas a violência e ameaças", disse à BBC Brasil Patrick Wilcken, pesquisador da Anistia Internacional para o Brasil.

Testemunhas citadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmam que o cacique foi executado por cerca de 40 pistoleiros, que teriam levado o corpo.

Relatos indicam que uma mulher e uma criança também estariam desaparecidas.

"É um caso chocante, e infelizmente não é novo, já que vários ataques semelhantes têm sido realizado contra essas comunidades, há muito tempo", disse o pesquisador.




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