Oposição ao governo do PSDB em SP anuncia aliança na segunda
PT, PDT, PRB e PC do B discutem projeto para 2010; outras legendas ainda aguardam definição de Ciro Gomes
As cúpulas do PT, PDT, PRB e PCdoB formalizam na segunda-feira, 9, uma aliança de oposição para disputar o governo de São Paulo em 2010. O encontro acontece na sede do PDT na capital paulista, às 16 horas. O grupo, que pretende adotar a bandeira contra o PSDB, espera ainda futuras a adesões do PR e PSB. A coalizão deve transformar-se numa coligação após as convenções partidárias, em meados de 2010.
Segundo o presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho Silva, o encontro discutirá as metas da união para tentar governar São Paulo. "É a primeira conversa dessa frente política que terá um projeto de governo para o Estado", afirmou à Agência Estado. Edinho Silva, que procurou representantes do PR, considerou que as conversas foram "muito boas" e afirmou esperar que o partido participe das próximas reuniões.
Com o PSB, a história é diferente. O PT conversou com o presidente do Diretório Estadual do PSB, deputado Márcio França, e com o deputado Ciro Gomes (PSB-SP). "O PSB tem um projeto nacional, mas independente disso temos certeza que estaremos juntos nas eleições aqui em São Paulo, pois o partido é fundamental para a aliança de oposição", disse Edinho Silva.
Na prática, as outras legendas de oposição aguardam a definição de Ciro, se sairá candidato à sucessão do presidente Lula ou ao governo de São Paulo, Estado para o qual mudou o domicílio eleitoral recentemente. Com Ciro candidato em São Paulo, o grupo poderia eventualmente apoiá-lo em detrimento de candidatos do PT.
Sabatinas
Os pré-candidatos petistas começam a ser sabatinados pela executiva estadual da sigla na segunda-feira. O primeiro convidado é o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT). Em seguida, devem ser ouvidos o ministro da Educação, Fernando Haddad, os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Nenhum dos candidatos já tem apoio formal dos filiados para formalizar a pré-candidatura a governador. Pelas regras internas, o interessado em ser candidato a candidato a governador pela agremiação precisa reunir ao menos 2.970 assinaturas de petistas - 1% dos 297 mil em São Paulo. As indicações começaram a ser aceitas no último domingo.
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