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Oposição pede que MP investigue grampo ilegal no STF

Representação requer apuração de suposto envolvimento do gabinete de Segurança Institucional no caso

05 de setembro de 2008 | 17h 47
Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo

O PSDB, DEM e o PPS entraram nesta sexta-feira, 5, com duas representações na Procuradoria-Geral da República. A oposição pede que o Ministério Público investigue eventuais responsabilidades do gabinete de Segurança Institucional sobre o grampo telefônico envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo as representações, outros tucanos teriam sido alvo de grampo: Tasso Jereissati (CE), Arthur Virgílio (AM) e Álvaro Dias (PR).   Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Tarso envia a Lula projeto que aumenta punição a grampo ilegal PF descarta ação institucional da Abin, afirma Demóstenes CPI dos Grampos convoca Jobim e diretores da Abin e PF Veja como foi o depoimento do diretor à CPI  Diretor afastado admite que 'maleta' da Abin pode fazer grampo Especial explica a Operação Satiagraha  Multimídia: As prisões de Daniel Dantas  Lula manda investigar compra de 'maleta de grampo' na Abin Crise acirra disputa entre Polícia Federal e Abin   Em outra representação, os três partidos solicitam aos procuradores que apurem as razões que levaram a Polícia Federal (PF) a poupar o secretário de Assuntos Institucionais do PT, Romênio Pereira, do grampo autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O petista é acusado de fraudes em obras públicas com recursos do PAC detectadas pela Operação João de Barro, comandada pela PF.   A iniciativa da oposição foi decidida em reunião quarta-feira passada realizada entre os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra (PE), do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire. Na representação, os partidos alegam que "as investigações da PF identificaram uma rede de corrupção envolvendo autoridades municipais que, com a conivência de servidores federais, desviava recursos destinados a obras incluídas no PAC. As investigações mostraram que o secretário petista pode ser o elo entre tais autoridades municipais e o governo federal".



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