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Mensalão mineiro

Para Aécio, decisão de Azeredo sobre eventual renúncia 'é de foro íntimo'

Réu no mensalão mineiro, deputado tucano tem cogitado deixar o cargo para aumentar o tempo de tramitação do processo

14 de fevereiro de 2014 | 21h 58
Flórence Couto - O Estado de S. Paulo

Provável candidato do PSDB à presidência, o senador mineiro Aécio Neves disse nesta sexta-feira, que uma eventual renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é uma decisão "de foro íntimo". "Essa é uma decisão de foro íntimo que ele (Azeredo) terá que tomar", afirmou o senador Aécio Neves antes de um encontro com empresários em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Azeredo é réu no processo do mensalão mineiro, no qual responde pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. No último dia 7, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal federal a condenação de Azeredo a 22 anos de prisão, mais multa.

Aliados do deputado tucano informaram ao jornal Folha de São Paulo que ele cogita deixar o cargo para evitar maiores desgastes.

A decisão de renunciar faria com que ele perdesse a prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado - direito que os detentores de mandato eletivo têm de serem julgados diretamente pelas instâncias superiores.

Com isso, a depender de uma decisão do Supremo, o processo poderia retornar à primeira instância, cuja tramitação é mais longa. Neste caso, Azeredo ganharia tempo recorrendo de uma eventual decisão desfavorável de primeira instância.

Aécio disse ainda que, diferentemente do PT, o PSDB não deverá discordar da decisão do Supremo. "Como disse já há algum tempo, Eduardo Azeredo é conhecido como um homem de bem e terá a oportunidade de se defender junto ao Supremo Tribunal Federal, e obviamente, nós, diferente do PT, teremos que acatar e respeitar a decisão do Supremo".






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