Para Argello, crise do Senado está agora no PT de São Paulo
Vice-líder do governo argumenta que crise foi deslocada de Brasília para o senador Aloizio Mercadante
Menos de uma semana depois do arquivamento dos processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a base governista já trabalha com a perspectiva de dar prosseguimento aos projetos parados desde o início da crise.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Gim Argello (PTB-SP) declarou que os esforços da base governista agora estão voltados para restabelecer a normalidade no Senado, com a volta das votações de projetos e emendas. Para o petebista, a crise interna da Casa que emperrava os trabalhos se deslocou, estando agora restrita ao Partido dos Trabalhadores (PT).
"Estamos (a base governista) muito concentrados em voltar à normalidade, em voltar a votar os projetos, que são muitos e estão parados", declarou Argello. Porém, o senador não informou quais serão os projetos que terão prioridade na retomada das votações.
Sobre a crise no Senado, o discurso de Argello é de que ela não se encontra mais na Casa. "Ela saiu daqui, foi deslocada. Primeiro foi parar no Palácio do Planalto, mas a versão da Lina (de que teria tido um encontro com a ministra Dilma Rousseff) não tinha sustentação. Agora está dentro do PT. E não está mais em Brasília, está em São Paulo, com o Mercadante", garantiu Argello.
Oposição
A oposição se dividiu em duas frentes depois que, na semana passada, o Conselho de Ética arquivou todas as denúncias e representações contra o Sarney e contra o tucano Arthur Virgílio (AM).
Uma parcela dos oposicionistas, liderada pelo PSOL, mantém a posição de tentar abrir investigações contra Sarney. Ainda na semana passada, esta parte da oposição entrou com recurso contra a decisão do Conselho de Ética, porém, o documento foi negado pela Mesa Diretora do Senado. José Nery (PSOL-PA) afirmou que se reunirá com o senadores que assinaram o recurso para analisarem que medida pode ser tomada para que as investigações sejam abertas.
Já a outra frente da oposição, liderada por DEM e PSDB, ainda não definiu qual será o seu posicionamento a partir de agora. Nenhum dos partidos sinalizou que irá entrar com recurso e as bancadas irão se reunir nesta semana para definir qual rumo será tomado.
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