ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Para Argello, crise do Senado está agora no PT de São Paulo

Vice-líder do governo argumenta que crise foi deslocada de Brasília para o senador Aloizio Mercadante

24 de agosto de 2009 | 16h 13
Fernando Martines, do estadao.com.br

Menos de uma semana depois do arquivamento dos processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a base governista já trabalha com a perspectiva de dar prosseguimento aos projetos parados desde o início da crise.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Gim Argello (PTB-SP) declarou que os esforços da base governista agora estão voltados para restabelecer a normalidade no Senado, com a volta das votações de projetos e emendas. Para o petebista, a crise interna da Casa que emperrava os trabalhos se deslocou, estando agora restrita ao Partido dos Trabalhadores (PT).

"Estamos (a base governista) muito concentrados em voltar à normalidade, em voltar a votar os projetos, que são muitos e estão parados", declarou Argello. Porém, o senador não informou quais serão os projetos que terão prioridade na retomada das votações.

Sobre a crise no Senado, o discurso de Argello é de que ela não se encontra mais na Casa. "Ela saiu daqui, foi deslocada. Primeiro foi parar no Palácio do Planalto, mas a versão da Lina (de que teria tido um encontro com a ministra Dilma Rousseff) não tinha sustentação. Agora está dentro do PT. E não está mais em Brasília, está em São Paulo, com o Mercadante", garantiu Argello.

Oposição

A oposição se dividiu em duas frentes depois que, na semana passada, o Conselho de Ética arquivou todas as denúncias e representações contra o Sarney e contra o tucano Arthur Virgílio (AM).

Uma parcela dos oposicionistas, liderada pelo PSOL, mantém a posição de tentar abrir investigações contra Sarney. Ainda na semana passada, esta parte da oposição entrou com recurso contra a decisão do Conselho de Ética, porém, o documento foi negado pela Mesa Diretora do Senado. José Nery (PSOL-PA) afirmou que se reunirá com o senadores que assinaram o recurso para analisarem que medida pode ser tomada para que as investigações sejam abertas.

Já a outra frente da oposição, liderada por DEM e PSDB, ainda não definiu qual será o seu posicionamento a partir de agora. Nenhum dos partidos sinalizou que irá entrar com recurso e as bancadas irão se reunir nesta semana para definir qual rumo será tomado.



Tópicos: Argello, Senado, PT,

Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional

  • Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional
  • Haddad quer corredor de ônibus na 23 de Maio
  • Ex-pintor não sabia que poderia ter acesso ao Bolsa Família