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Para Ciro, pesquisa reforça necessidade de duas candidaturas

Possível candidato à Presidência também afirma que 'não quer o PMDB' e que aliança com PT é 'frouxa'

22 de setembro de 2009 | 17h 28
DENISE MADUEÑO - Agencia Estado

Com críticas ao PMDB nacional e respondendo indiretamente a declarações do presidente licenciado do partido, Michel Temer (PMDB-SP), o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse que o resultado da última pesquisa sobre a corrida eleitoral à Presidência da República mostra a importância de duas candidaturas da base do governo. Ciro Gomes aparece em primeiro lugar em cenários na pesquisa realizada pelo Ibope para a CNI quando o nome do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é substituído pelo tucano Aécio Neves, governador de Minas Gerais. Em cenários com Serra, Ciro Gomes fica na frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou em empate com ela.

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Em meio a cobrança do PMDB de uma definição rápida de Lula sobre a aliança eleitoral, Temer excluiu o deputado Ciro Gomes de um eventual acordo. O deputado do PSB vem ganhando fôlego para a disputa eleitoral e é citado como vice ideal de Dilma por alguns aliados.

Por sua vez, Ciro - que vem criticando a forma em que se dá a aliança entre o PMDB e o governo - reafirmou nesta terça-feira, 22, ao comentar as declarações de Temer e o resultado das pesquisas: "Eu, que sou aliado de Lula, discordo da forma com que se constrói a hegemonia moral intelectual da aliança PT-PMDB. E não é nada contra a aliança em si, não é nada contra o PMDB em si, mas a forma moralmente frouxa, intelectualmente sem clareza desse desenho, me incomoda. Eu, como aliado, penso isso. Imagina por aí afora".

Ciro afirmou não concordar com esse tipo de hegemonia. "Se for esse tipo de critério, eu não quero o PMDB. Ponto final. Digo, humildemente, o PMDB não me quer, não. Não é quem desdenha quer comprar, não. Nem eles me querem nem eu a eles", afirmou.

O deputado disse que todos os partidos têm virtudes e defeitos e que não é contra alianças. "A minha questão é, uma aliança tem de ser feita com um sentido, com uma hegemonia moral e intelectual clara", disse. "Eu abomino critérios fisiológicos, patrimonialistas, corruptos", continuou.

O resultado da pesquisa CNI/Ibope, para Ciro, mostra a importância de manter mais de uma candidatura. "Eu tenho uma opinião antiga, antes de qualquer pesquisa, de que a melhor tática para nós que apoiamos esse projeto que o presidente Lula iniciou, é apresentar duas candidaturas", disse. Ele afirmou que há um acordo entre o PT e o PSB de decidir, no prazo limite de fevereiro do próximo ano, junto com o presidente Lula e com a ministra Dilma, se haverá um ou dois candidatos da base.




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