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Para 'Economist', eleição de Sarney é vitória de semifeudalismo

Sarney pode representar 'regresso', diz revista em reportagem sobre influência da família do ex-presidente

06 de fevereiro de 2009 | 9h 18

A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semi-feudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica Economist que chegou às bancas nesta sexta-feira, 6.   Veja também:  A sucessão dos presidentes do Senado   Perfil: conheça o senador José Sarney Veja quem são os membros da Mesa Diretora da Câmara Perfil: Conheça Michel Temer "Vitória de Sarney levou votos do PSDB e dá poder a Renan ", diz analista Eleição no Senado é a despedida de Sarney, diz professor da UFMG Galeria de fotos do novo presidente do Senado Galeria de fotos do novo presidente da Câmara  Blog: acompanhe os principais momentos das eleições na Câmara e no Senado 

A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".

"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semi-feudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.

"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."

De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".    "O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".

A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".




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