ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em São Paulo seria pesadelo

Ex-prefeita da capital paulista, a senadora petista disse que quer ser cautelosa e esperar a decisão do PT sobre o acordo para não 'acordar num palanque de mãos dadas com Kassab'

09 de fevereiro de 2012 | 14h 12
Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) considera um pesadelo a possibilidade de aliança, em São Paulo, entre o candidato petista Fernando Haddad, e o PSD do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Marta desistiu da disputa em São Paulo, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas até agora não entrou na campanha de Haddad.

Veja também:
link Impasse pelo PSD adia negociações de petistas e tucanos
link PT determina 'sacrifício total' para ganhar eleições em São Paulo
link PT pede que Marta entre 'rápido' na campanha de Haddad
link Haddad diz que ter Marta no palanque 'faz diferença'

A pedido de Lula e Dilma, Marta abdicou de pré-candidatura a prefeita em favor de Haddad - Daniel Teixeita/AE - 07/08/2011
Daniel Teixeita/AE - 07/08/2011
A pedido de Lula e Dilma, Marta abdicou de pré-candidatura a prefeita em favor de Haddad

"Eu tenho o direito de não mergulhar de cabeça e aguardar a decisão do meu partido sobre a aliança. Preciso ser muito cuidadosa, porque senão corro o risco de acordar num palanque de mãos dadas com Kassab", disse Marta. "Estou vendo um esforço grande para a coligação, mas isso me parece muito complicado."

A senadora participou nesta quinta-feira, 9, da primeira parte da reunião do Diretório Nacional do PT, que ocorre em Brasília, na véspera do aniversário dos 32 anos do PT. À saída do encontro, Marta não escondeu o mal-estar com as conversas a respeito de uma dobradinha com Kassab, defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta de aliança, feita por Kassab, divide os petistas, mas, se for levada adiante pelo PSD, deve ser aprovada pelo Diretório Municipal do partido, apesar das resistências. O argumento é que todo o sacrifício deve ser feito para conquistar São Paulo.

Ex-secretário de Marta quando ela foi prefeita, o novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), discordou da avaliação da senadora. "Se o Kassab fizer uma autocrítica, não vejo problema na aliança. Acho um pressuposto muito ruim a ideia de recusar apoio", afirmou. Tatto pediu "muita paciência" ao PT, disse que nada está fechado e defendeu a parceria com o PMDB para vice na chapa liderada por Haddad. Hoje, o pré-candidato do PMDB à sucessão de Kassab é o deputado Gabriel Chalita.

Ao lado de Tatto, o deputado André Vargas (PT-PR) foi na mesma linha. "É isso mesmo. Em Curitiba, nós fazemos aliança com Fruet e, em São Paulo, vocês aceitam Kassab", afirmou Vargas, numa referência ao pré-candidato do PDT à Prefeitura de Curitiba, Gustavo Fruet.




Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional

  • Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional
  • Haddad quer corredor de ônibus na 23 de Maio
  • Ex-pintor não sabia que poderia ter acesso ao Bolsa Família