Para ONU e Bird, programas sociais do Brasil são modelo
Segundo organizações, projetos demonstram que fluxo de conhecimento pode correr do Sul para o Norte
As Nações Unidas e o Banco Mundial apresentaram nesta terça-feira, 18, em uma conferência em Nova York três programas sociais do Brasil, México e Uganda como modelos de promoção do desenvolvimento que podem ser adotados com sucesso até mesmo em países industrializados.
Os responsáveis pela conferência apresentaram os programas como uma demonstração de que o fluxo de conhecimento também pode correr do Sul para o Norte.
"Há 10 anos, a idéia era de que o mundo desenvolvido tinha todas as respostas e o mundo em desenvolvimento tinha que imitar os padrões. Hoje o mundo em desenvolvimento está inovando, porque enfrentar uma reforma hospitalar na Suécia é muito diferente que fazer a mesma coisa no Brasil", disse à agência Efe a vice-presidente para a América Latina do Banco Mundial, Pamela Cox.
O programa brasileiro, desenvolvido em várias cidades do país, envolve a sociedade civil na elaboração dos orçamentos municipais, e já foi imitado pela cidade espanhola de Sevilha.
Outros programas são uma iniciativa ugandense de prevenção do HIV/aids e o mexicano Oportunidades, que proporciona ajuda econômica a famílias pobres que mantenham seus filhos na escola.
No Brasil, o governo adotou o mesmo conceito em 2003. Desde então o programa vem se espalhando a vários países da região.
EUA
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, decidiu no ano passado adaptar a idéia à sua cidade, como parte de sua estratégia para lutar contra a pobreza.
Segundo Cox, as análises do Banco Mundial no Brasil demonstraram que os programas sociais "reduzem a pobreza, mantêm as crianças nas escolas, e também diminuem a desigualdade".
"É uma idéia muito simples, mas muito poderosa. Esse dinheiro, que não é muito, serve para comprar sapatos, livros, ou pagar o ônibus", comentou.
A dirigente do Banco Mundial disse que um dos problemas na região é que muitas crianças abandonam a escola após a oitava série. Por isso, manter os alunos na sala de aula é muito importante.
"Os estudos mostram que, para sair da pobreza, é preciso terminar o ensino médio. Isso também ocorre em Nova York", comparou.
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