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Para ONU e Bird, programas sociais do Brasil são modelo

Segundo organizações, projetos demonstram que fluxo de conhecimento pode correr do Sul para o Norte

18 de dezembro de 2007 | 23h 22
Efe

As Nações Unidas e o Banco Mundial apresentaram nesta terça-feira, 18, em uma conferência em Nova York três programas sociais do Brasil, México e Uganda como modelos de promoção do desenvolvimento que podem ser adotados com sucesso até mesmo em países industrializados.

 

Os responsáveis pela conferência apresentaram os programas como uma demonstração de que o fluxo de conhecimento também pode correr do Sul para o Norte.

 

"Há 10 anos, a idéia era de que o mundo desenvolvido tinha todas as respostas e o mundo em desenvolvimento tinha que imitar os padrões. Hoje o mundo em desenvolvimento está inovando, porque enfrentar uma reforma hospitalar na Suécia é muito diferente que fazer a mesma coisa no Brasil", disse à agência Efe a vice-presidente para a América Latina do Banco Mundial, Pamela Cox.

 

O programa brasileiro, desenvolvido em várias cidades do país, envolve a sociedade civil na elaboração dos orçamentos municipais, e já foi imitado pela cidade espanhola de Sevilha.

 

Outros programas são uma iniciativa ugandense de prevenção do HIV/aids e o mexicano Oportunidades, que proporciona ajuda econômica a famílias pobres que mantenham seus filhos na escola.

 

No Brasil, o governo adotou o mesmo conceito em 2003. Desde então o programa vem se espalhando a vários países da região.

 

EUA

 

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, decidiu no ano passado adaptar a idéia à sua cidade, como parte de sua estratégia para lutar contra a pobreza.

 

Segundo Cox, as análises do Banco Mundial no Brasil demonstraram que os programas sociais "reduzem a pobreza, mantêm as crianças nas escolas, e também diminuem a desigualdade".

 

"É uma idéia muito simples, mas muito poderosa. Esse dinheiro, que não é muito, serve para comprar sapatos, livros, ou pagar o ônibus", comentou.

 

A dirigente do Banco Mundial disse que um dos problemas na região é que muitas crianças abandonam a escola após a oitava série. Por isso, manter os alunos na sala de aula é muito importante.

 

"Os estudos mostram que, para sair da pobreza, é preciso terminar o ensino médio. Isso também ocorre em Nova York", comparou.




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