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Para reverter paralisia, Dilma visita obras do São Francisco

Em Pernambuco e no Ceára, a presidente vai fiscalizar a deteorização das obras

08 de fevereiro de 2012 | 8h 05
Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

Para tentar reverter a paralisia de um dos principais empreendimentos do PAC, a presidente Dilma Rousseff visita hoje as obras da transposição do Rio São Francisco em Pernambuco e no Ceará. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou em dezembro passado o abandono dos canteiros pelas empreiteiras e a deterioração de parte do serviço já feito. O Ministério da Integração Nacional diz ter feito acertos com a maioria dos consórcios e que as obras retomarão o ritmo adequado ao longo de 2012.

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O ministro Fernando Bezerra vai acompanhar a presidente. Ele teve a atuação questionada após destinar 90% dos recursos de combate a desastres naturais a seu Estado, Pernambuco.

A viagem de Dilma começará em uma das cidades mais afetadas pelo abandono. Em Floresta (PE) o consórcio responsável pelo lote 9 foi embora deixando centenas de trabalhadores desempregados. A pasta diz ter feito um acordo com as empreiteiras e espera o retorno às atividades até o fim do mês.

Depois a presidente é esperada em Cabrobó (PE), já no eixo norte da transposição. Nesta cidade as obras foram retomadas no dia 27 de janeiro com a assinatura de aditivos superiores a R$ 550 milhões.

À tarde, Dilma seguirá para o Ceará, onde visitará mais obras. A presidente, no entanto, não será levada a Jati, onde a transposição ainda é uma promessa. No dia 25 de janeiro deste ano a licitação para a construção de cinco reservatórios foi suspensa.

Caso. Reportagem do Estado percorreu trechos do empreendimento que impulsionou vitória no Nordeste e constatou deterioração de obras, concreto rachado e vergalhões abandonados. Embora tenha dito que a responsabilidade da conservação é das empresas contratadas, o Ministério da Integração Nacional afirma que vai promover novas licitações neste ano para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.

Assista ao vídeo:




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