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Patriota diz que Conselho de Segurança correrá riscos se não fizer mudanças

Segundo chanceler, órgão pode incorrer em uma 'falha sistêmica' caso não incorpore novos membros.

28 de abril de 2011 | 21h 00

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o Conselho de Segurança da ONU corre o risco de incorrer em uma "falha sistêmica", caso não leve adiante uma reforma para incorporar novos membros permanentes que reflitam a atual geopolítica mundial.

"Falhando em reformar o Conselho de Segurança, caminhamos para um sistema internacional onde grupos de países ou coalizões encarregam a si próprios de promover suas visões de paz, segurança e civilidade, desconsiderando as leis internacionais", afirmou o chanceler na abertura do Fórum Econômico Mundial da América Latina, ocorrida no Rio nesta quinta-feira.

"Isso aponta para a necessidade da reforma do conselho. Não é questão de ser aspiração individual (do país). O Brasil está preocupado em criar um sistema que funcione, que reflete as realidades de hoje e previna esse tipo de falha sistêmica."

Patriota disse que seria um "exercício de futurologia" saber se o pleito do Brasil irá adiante, mas considerou que, se nos anos 90 a ambição era descartada por muitos, o tema ganhou importância na pauta mundial.

"Hoje é difícil encontrar um diplomata em qualquer parte do mundo que diga que é uma questão irrelevante. Acredito que esse sentimento predomina na comunidade internacional. Vocês viram na visita do presidente Obama, no comunicado conjunto da presidente Dilma na China."

'Incômodo'




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