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'Pesquisa pode dar problema para Ciro e ao governo', diz Freire

Para presidente do PPS, 'sem Ciro, o eleitorado tende a dar o voto a Serra. A questão é se vai ter 2º turno'

01 de fevereiro de 2010 | 15h 58
Rodrigo Alvares, do estadao.com.br

SÃO PAULO - O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), afirmou nesta segunda-feira, 1º, que a pesquisa do Instituto Sensus, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), não acreditar que o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) continue como candidato à Presidência da República. Para ele, "a questão é se vai ter segundo turno".

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De acordo com Freire, a queda da diferença entre o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT-RS) não atinge a oposição. "A pesquisa pode trazer problema para o Ciro e para o governo. A presença dele não tira votos de Serra. Sem Ciro, o eleitorado tende a dar o voto a Serra. Mas isso é hoje", ressaltou.

No cenário com Ciro, se computada a margem de erro de 3 pontos porcentuais para cima ou para baixo, Serra e Dilma ficam tecnicamente empatados. Serra subiu de 31,8%, em novembro, para 33,2%, em janeiro; Dilma foi de 21,7% para 27,8%; já Ciro, caiu de 17,5% para 11,9%.

O deputado acredita que as articulações estaduais serão decisivas para as eleições: "O PT ainda precisa escolher candidato em São Paulo". Como exemplo, Freire usou as alianças com o candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e com o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) que concorrerá à sucessão de Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul.




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