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Petistas concordam com Lula sobre punir quem comete erro

01 de março de 2013 | 12h 30
FERNANDO GALLO - Agência Estado

Integrantes do Diretório Nacional do PT endossaram nesta sexta-feira a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita na noite de quinta-feira (28/02) em Fortaleza, de que envolvidos em casos de corrupção devem ser punidos. No primeiro seminário que o PT fez para comemorar os dez anos à frente do governo federal, Lula afirmou na capital cearense que está disposto a fazer o debate sobre corrupção com a oposição. "Somos seres humanos. Alguns de nós podem cometer erros e, quando cometer, tem de ser julgado, como todos têm de ser julgados. Errou tem que ser punido", declarou.

Segundo petistas, Lula, quando presidente, promoveu medidas de aprimoramento dos mecanismos de controle da gestão pública e chegou a tomar medidas punitivas contra aliados próximos. Amigo de longa data de Lula, o deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP) citou os casos dos ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci para argumentar em favor da declaração do ex-presidente. "O que o Lula falou ali, ele repetiu o que falou lá atrás. Quando o próprio José Dirceu saiu do ministério e voltou para a Câmara, foi um recado: ''Olha, quem fez, paga''. A mesma coisa foi o Palocci. Dentro do governo, quem errar tem que pagar", comentou.

O deputado federal André Vargas (PT-PR) disse "não ter dúvidas" de que o discurso de Lula está correto. "Aliás, o nosso governo é exemplar nisso. A presidenta Dilma tomou todas as medidas, o presidente Lula também afastou gente, inclusive ministros que estavam muito próximos a ele sem nenhuma dificuldade", afirmou.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi na mesma linha. "É natural que, se houver pessoas que por ventura tenham cometido erros graves, sejam responsabilizadas e punidas na forma da lei", disse.

O deputado federal José Guimarães (CE), líder do PT na Câmara e irmão do deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado no processo do mensalão, foi mais brando em suas declarações e disse que é preciso respeitar o trânsito em julgado dos processos. Ele afirmou que "a Justiça que condena é a mesma que tem que inocentar".




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