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PMDB articula aliança com 8 partidos no RN, mas enfrenta resistência do PT

Proposta de coligação para disputa eleitoral no Estado reúne siglas que fazem oposição ao governo federal

22 de janeiro de 2014 | 10h 33
Ricardo Della Coletta, enviado especial - Agência Estado

Natal - Maior partido do Rio Grande do Norte e rompido com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o PMDB tenta articular uma grande coalizão de partidos de oposição para disputar a eleição deste ano, mas o plano esbarra nos projetos nacionais de PT, PSB e PSDB.

Na tarde desta quarta-feira, 22, a presidente Dilma Rousseff estará em Natal, mas para participar da inauguração da Arena das Dunas, um dos estádios que receberá partidas da Copa do Mundo. A articulação política ficará por responsabilidade do presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), que começará a visitar Estados do Nordeste, entre eles o Rio Grande do Norte, para tratar de alianças e palanques.

De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), manifestaram interesse na coligação de "reconstrução política do Estado" PDT, PR, PROS, Solidariedade, PPS, PV, PSDB e PSC. O próprio DEM, que, tendo seu único governo estadual como o pior avaliado no País, vê na aliança peemedebista uma forma de se distanciar de Rosalba e assim priorizar a reeleição dos atuais três deputados estaduais na Assembleia e de Felipe Maia na Câmara, em Brasília.

O PMDB atua para lançar para o governo estadual o ex-ministro e ex-senador Fernando Bezerra e, até o momento, o único pré-candidato declarado é o vice-governador Robinson Faria (PSD), brigado com a administração Rosalba desde 2011. "O Rio Grande do Norte está em situação crítica administrativa, orçamentária e de autoridade na gestão", afirmou Henrique Alves ao Broadcast Político. "O governo (Rosalba) se isolou e se perdeu".

Mas as pretensões do PMDB de formar uma frente de oposição contra Rosalba Ciarlini, que, de acordo com a última pesquisa CNI/Ibope, detém apenas 7% de avaliação positiva, sofre resistência do PT. A legenda já deu o recado de que só aceita partidos que componham a base de apoio da presidente Dilma, mesmo numa eventual aliança proporcional. "Não há nenhuma possibilidade de o PT participar de um arranjo desses", disse a deputada federal Fátima Bezerra (PT), nome mais cotado para disputar o Senado.

Além disso, a indefinição sobre a vaga para o Senado também põe em dúvida a viabilidade da união pretendida pelo PMDB. O mais provável é que a aliança nacional PT-PMDB seja reeditada, com Fátima Bezerra se lançando ao Senado, mas cogita-se também a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) para o posto. "A aliança natural, pelo projeto nacional, seria o PT, mas a realidade estadual, associada a manifestação de nossas bases, decidirão", disse Henrique Alves.

Uma eventual opção por Wilma resultaria no afastamento do PT da chapa, uma vez que a pessebista seria um palanque para o presidenciável Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, algo vetado pela direção nacional petista.






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