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PMDB diz que Senado elege presidente e vota CPMF na quarta

Segundo líder do partido no Senado, Waldir Raupp, emenda será votada após eleição para presidência da casa

11 de dezembro de 2007 | 12h 38
Rosa Costa, da Agência Estado

O líder do PMDB no Senado, senador Waldir Raupp (RO), informou nesta terça-feira, 11, que está marcada para esta quarta a votação em plenário da emenda constitucional que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo Raupp, a votação será iniciada logo após a sessão em que deverá ser confirmada, a partir das 12 horas, a escolha do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) como novo presidente do Senado.

 

Ainda segundo o líder do PMDB, os senadores decidiram votar nesta terça, na Comissão de Infra-Estrutura da Casa, a indicação da economista Solange Paiva para a presidência da Agência Nacional de Aviação Civil e de outros nomes indicados para a diretoria da agência. Raupp disse que a votação dessas indicações poderá ser feita também pelo plenário do Senado ainda nesta terça.

 

Em apuros, por falta de votos para prorrogar a contribuição, o governo corre atrás de apoio nesta terça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou nesta manhã com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para pedir apoio de setores do DEM para a aprovação da emenda, mas não obteve sucesso. Lula deveria comparecer à cerimônia de assinatura do termo de adesão ao programa Bolsa-Atleta às 10h, mas não apareceu.

 

Lula ligou às 8h30 para Arruda pedindo para conversar pessoalmente com ele e os dois combinaram um encontro na residência oficial do governador em Águas Claras. O presidente chegou ao local por volta de 9h30 e ouviu de Arruda que o partido tinha fechado posição contrária à prorrogação da CPMF. A idéia do encontro era conseguir pelo menos três votos de senadores do DEM, mas a missão do presidente acabou não dando certo.

 

O governo, que já não tinha os 49 votos necessários para aprovar a proposta, viu na segunda-feira sua situação política piorar ainda mais, por conta de duas baixas no time dos aliados: a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), e o senador Flávio Arns (PT-PR), ambos hospitalizados.

 

Não bastasse isso, o voto do senador Osmar Dias (PDT-PR) voltou a ser uma incógnita. Ele ocupou a tribuna do Senado para cobrar, entre outras coisas, garantias explícitas do governo sobre o uso adequado dos recursos destinados à CPMF, propostas concretas para corte de gastos correntes e repasse de recursos para o Hospital das Clínicas do Paraná. Sem isso, anunciou, terá muita dificuldade para votar com o governo.



Tópicos: CPMF

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