PMDB não vê desgaste político de Chalita após inquérito
Deputado é investigado por suspeita de corrupção e enriquecimento ilícito enquanto era secretário em SP
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), descartou qualquer desgaste político do deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) no partido em função da investigação aberta pelo Ministério Público estadual por suspeita de corrupção, enriquecimento ilícito e superfaturamento de contratos públicos no período em que o parlamentar ocupava a secretaria de Educação do Estado de São Paulo. A informação da abertura dos inquéritos foi publicada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo.
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"Acredito nas declarações, na correção e na ética do Chalita. Essa denúncia não altera um milímetro na disposição do partido de prestigiar Chalita", afirmou Eduardo Cunha.
Na fronteira do Brasil com a Bolívia, onde participa de um seminário sobre integração dos dois países, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou estranhar o fato de a denúncia ter surgido dez anos depois de Chalita ter ocupado a secretaria de Educação de São Paulo e em meio às negociações sobre mudanças no primeiro escalão do governo da presidente Dilma Rousseff.
"Essa denúncia aparece dez anos depois que Chalita foi secretário e na iminência de ele ser indicado para assumir um ministério. Por que não fizeram antes?", questionou Raupp. Ele sugeriu que esse tipo de denúncia possa estar partindo de interessados em desestabilizar o deputado para que ele não assuma um ministério.
Comissão. Eduardo Cunha reafirmou que indicará Chalita para presidir a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A distribuição dos comandos das comissões permanentes deverá ser decidida nesta semana em reunião do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), com os líderes dos partidos.
Na ordem de ocupação, que segue proporcionalmente o tamanho das bancadas, a presidência da Comissão de Educação deverá ficar com o PMDB. "O que couber ao PMDB, o que couber a mim, nada altera em função dessa tentativa de atingir a honra de Chalita. Confiamos nas declarações e na ética dele", afirmou Cunha.
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