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PMDB pede para PT ficar no governo Cabral até março

30 de novembro de 2013 | 17h 25
EDUARDO BRESCIANI - Agência Estado

Em uma reunião que durou mais de quatro horas na Granja do Torto, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff, seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Michel Temer e outros integrantes da cúpula de PT e PMDB debateram as alianças dos partidos nos Estados. O presidente interino do PMDB, Valdir Raupp, disse que o partido pediu ao PT para continuar no governo de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, pelo menos até março, segurando assim a candidatura de Lindbergh Farias. Raupp disse ainda que os dois partidos teriam chegado a acordo para manter o apoio petista à família Sarney no Maranhão.

"No Rio de Janeiro acho que tem de dar um tempo porque está muito claro que a divisão do PT e do PMDB deve prejudicar as duas candidaturas, é o que já está acontecendo nas pesquisas", afirmou o presidente interino do PMDB. "Foi feito um apelo pelo presidente Michel Temer e por nós para que se espere até março", complementou. A situação do Rio de Janeiro é tida como a mais complexa porque o PT não aceita abrir mão da candidatura de Lindbergh Farias e o PMDB insiste em ter na disputa o vice de Cabral, Luiz Fernando Pezão. O PT faria o rompimento neste final de semana, mas adiou a decisão a pedido de Lula.

No Maranhão, foi necessária em 2010 uma intervenção do diretório nacional para forçar o PT local a aliar-se à Roseana Sarney (PMDB), filha de José Sarney (PMDB). Agora, segundo Raupp, o grupo petista mais próximo ao PMDB ganhou a eleição interna do partido, o que deve facilitar a repetição do acordo, agora em apoio a Luiz Fernando, secretário de Roseana. Ala do PT, porém, deseja apoiar o presidente da Embratur Flávio Dino (PCdoB), líder nas pesquisas e opositor da família Sarney.

De acordo com o Raupp, além do Rio de Janeiro existem ainda pendências no Ceará, na Paraíba e em Minas Gerais. Ele comemorou o fato de novos acordos terem sido fechados nas últimas semanas no Pará e no Amazonas. Para o presidente interino do PMDB, isso pode fazer com que o partido não antecipe a convenção para decidir a aliança nacional, visto que haveria maioria folgada a favor de manter a composição em torno da reeleição da presidente Dilma.

"O mais importante é a aliança nacional, que está consolidada e sólida. Tem poucos Estados que estão precisando de ajustes e com o tempo vai ajustando", afirmou Raupp. Ele lembrou ainda que em eleições passadas já houve casos de Estados em que PMDB e PT estiveram em campos opostos e isso deve se repetir ao menos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Além de Lula, Dilma, Temer e Raupp, participaram da reunião os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-presidente do Senado José Sarney, o presidente do PT, Rui Falcão, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, cotado para coordenar a campanha de Dilma.



Tópicos: Lula, Dilma, Alianças

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