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Polícia descarta latrocínio em morte de prefeito no PR

02 de março de 2010 | 16h 51
EVANDRO FADEL - Agencia Estado

A polícia paranaense investiga a motivação para o assassinato do prefeito de Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, Adel Rutz (PP), de 36 anos, morto ontem à noite ao chegar em casa. Testemunhas disseram que um motociclista fechou o carro, enquanto a pessoa que estava na garupa disparou contra o prefeito. Foram pelo menos 15 tiros que atingiram o carro e as lojas. A polícia descartou apenas a hipótese de latrocínio, já que nada foi roubado.

Rutz chegou a ser conduzido ao Hospital Municipal de Rio Branco do Sul, mas não resistiu aos ferimentos: dois tiros nas costas, um no peito, um na perna e um no pé. Um parente do prefeito perseguiu a moto e conseguiu derrubá-la, mas os dois ocupantes fugiram a pé, embrenhando-se em uma mata. A moto tinha sido roubada em novembro do ano passado no município vizinho de Itaperuçu.

Durante o velório, nesta manhã, familiares e assessores do prefeito garantiram que ele não tinha nenhuma inimizade e nem teria relatado qualquer ameaça. Além disso, mantinha uma relação tranquila com a Câmara de Vereadores.

Ex-vereador, ele recebeu 65% dos votos nas eleições de 2008, o maior porcentual já registrado na cidade. Rutz tinha se separado da mulher havia pouco tempo. Ele deixa dois filhos, de 5 e 15 anos. O corpo deve ser sepultado amanhã no cemitério do distrito de Açungui, onde Rutz nasceu.

Instabilidade política

A vida política do município de 33 mil habitantes tem sido bastante agitada desde 2002, quando o prefeito Bento Chimelli teve o mandato cassado sob acusação de homicídio. A vice-prefeita Joana Elias assumiu, mas dois anos depois também foi cassada, acusada de nepotismo e improbidade administrativa. O então presidente da Câmara, Elias Maltaca, terminou o mandato.


  


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