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Popularidade de Dilma derruba candidatura de Campos, diz dirigente do PT

Paulo Teixeira afirmou que 'voto nordestino é petista e dilmista'

21 de março de 2013 | 17h 27
Bruno Lupion

SÃO PAULO - O deputado federal e secretário-geral do PT, Paulo Teixeira, usou a pesquisa CNI/Ibope divulgada esta semana, que mostrou crescimento da popularidade da presidente Dilma Rousseff, para afirmar que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não conseguirá viabilizar sua candidatura à Presidência em 2014.

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"O voto nordestino é petista e dilmista. O eleitor nordestino não vai entender Campos em oposição a Dilma", disse o petista, após participar de reunião da Executiva Nacional da sigla em São Paulo, nesta quinta-feira, 21.

Na última terça-feira,19, a pesquisa mostrou que a aprovação da presidente no Nordeste passou de 80% em dezembro para 85% agora. Essa porcentagem é maior do que a média nacional de 79%.

O PT também começa a dar sinais mais explícitos de insatisfação com aproximação de Campos, que é presidente do PSB, partido que compõe a base aliada do governo, com setores da oposição.

Ao chegar à reunião do diretório nacional do PT, Francisco Rocha, o Rochinha, coordenador da corrente Construindo um Novo Brasil, afirmou que Campos está indo na contramão de sua história política e da militância de sua família em Pernambuco.

O petista disse que o Estado de Pernambuco tem tradição política de centro-esquerda e cobrou coerência ideológica do aliado. "Agora vai sair de uma trajetória que é histórica na vida dele e da família dele para se agarrar com o Zé Serra em São Paulo? É demais para a minha cabeça", afirmou.

Para Rochinha, a aproximação de Campos e Serra "mostra que os dois estão com problemas". Reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirmou nesta quarta que Campos e Serra fizeram uma reunião secreta para discutir as eleições de 2014.

Apesar do PT também ter sido cobrado por alianças com antigos inimigos, como Fernando Collor e José Sarney, Rochinha ironizou a reaproximação de Campos com Jarbas Vasconcellos, seu desafeto histórico no Estado. "Na política, o Eduardo Campos não tem limites", disse.




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