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PPS pede ao MPF quebra de sigilo de Rosemary Noronha

Segundo o partido, medida é importante para aprofundar investigações sobre influência da ex-chefe de gabinete da Presidência no governo federal

07 de janeiro de 2013 | 16h 45
Ayr Aliski - Agência Estado

BRASÍLIA - O PPS informou nesta segunda-feira, 7,que vai solicitar ao Ministério Público Federal de São Paulo, ainda esta semana, a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República no Estado. A representação, na qual o PPS fará oficialmente o pedido de quebra de sigilos de Rosemary, será entregue na sede do MPF na capital paulista pelo deputado Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara, na próxima quarta-feira (9). Segundo o PPS, a quebra dos sigilos é importante para aprofundar investigações sobre a influência de Rosemary no governo federal.

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O partido destaca que protocolou nesta segunda o requerimento pedindo que haja convocação da Comissão Representativa do Congresso Nacional, para que então essa comissão aprove um requerimento pedindo informações do Ministério da Fazenda sobre o relacionamento de Rosemary nas negociações sobre o comando do Banco do Brasil e do fundo de pensão de seus funcionários, a Previ, e a compra do banco Nossa Caixa pelo BB.

"Ela gozava da intimidade do ex-presidente Lula para fechar negócios escusos. A quebra dos sigilos desta senhora é fundamental para esclarecer toda essa sujeira. Inclusive para saber se houve envolvimento, ou não, do ex-presidente da República nessa história", disse o deputado Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara. Segundo ele, a quebra dos sigilos de Rosemary é importante para que sejam obtidas informações para esclarecer a profundidade do esquema montado pela ex-chefe da Presidência em São Paulo.

A Polícia Federal deflagrou, em 23 de novembro a Operação Porto Seguro, com o fim de desarticular organização criminosa que se infiltrou em diversos órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos com o fim de beneficiar interesses privados. A operação acabou apontado participação de Rosemary. Segundo o PPS, a decisão de pedir reforço no pedido de investigação sobre a atuação de Rosemary foi tomado depois de a mais recente edição da revista Veja trazer novas denúncias envolvendo a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo.




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