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Prefeito de Humaitá pede assistência do Exército a índios

Segundo prefeito, indígenas estariam privados de remédios e alimentos desde que as instalações da Funai no município foram incendiadas, no último dia 25

02 de janeiro de 2014 | 19h 37
JOSÉ MARIA TOMAZELA E CHICO SIQUEIRA - Agência Estado

O prefeito de Humaitá, José Cidinei Lobo do Nascimento (PMDB), enviou nesta quinta-feira, 2, um apelo ao Exército para que seja garantida assistência aos índios da Terra Indígena Tenharim Marmelos. Segundo ele, desde que as instalações e veículos da Fundação Nacional do Índio (Funai) na cidade foram incendiadas por uma revolta popular no último dia 25, os indígenas ficaram sem atendimento e estariam privados de remédios e alimentos.   Eles também foram orientados a não ir para a cidade e estão confinados na reserva. "O Exército e a Força Nacional controlam a área e têm condições de garantir a chegada de auxílio para os índios, que são habitantes do nosso município", disse. O pedido seria reforçado em contato do prefeito com o general Ubiratan Poty, comandante da 17ª Brigada do Exército em Porto Velho, na noite desta quinta-feira. O general retornou à cidade em razão do clima tenso que ainda persiste na região.

As buscas pelos três homens desaparecidos desde 16 de dezembro quando cruzavam a reserva indígena continuavam sem sucesso. As famílias estavam apreensivas com os boatos que circulam nas redes sociais dando conta de que os corpos teriam sido encontrados e estariam escondidos para evitar o acirramento nos ânimos. O advogado contratado pelos familiares, Carlos Terrinha, informou que até a tarde desta quinta-feira não havia indício dos três homens - o professor Stef Pinheiro, o comerciante Luciano Ferreira Freire e o técnico Aldeney Ribeiro Salvador. Eles teriam sido mortos pelos índios em represália ao suposto assassinato do cacique Ivan Tenharim - segundo a versão da polícia, o cacique se acidentou com sua moto.

De acordo com o advogado, apesar de terem garantido à Polícia Federal que ajudariam na busca de informações sobre os desaparecidos, os caciques indígenas não estariam colaborando com as investigações. As buscas das forças federais ocorrem a partir do km 130 da rodovia Transamazônica (BR-230), onde o automóvel Gol de cor preta no qual viajavam os desaparecidos teria sido avistado pela última vez. O local tem mata fechada e de difícil acesso. As forças de segurança na região somam 500 homens. Cerca de 300 soldados do Exército, Força Nacional e agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal estão envolvidos nas buscas, no controle da passagem pela reserva e na proteção dos índios. Outros 200 homens das polícias estaduais garantem a segurança em Humaitá.

As lideranças indígenas enviaram um documento à presidência da Funai, em Brasília, pedindo a criação de um grupo de trabalho para reconstruir a sede do órgão em Humaitá. Assinado por onze líderes, o documento pede ainda o restabelecimento no envio de alimentação e remédios, além de segurança para cerca de 20 índios que trabalham na cidade, como funcionários da própria Funai, da prefeitura e o serviço de saúde indígena. Entre os funcionários da prefeitura está o cacique Ivanildo Tenharim, que é secretário municipal e teve de se afastar do trabalho. Ele estava entre os 140 índios que se refugiaram no batalhão do Exército durante a revolta de 25 de dezembro.

Em nota, a Funai informou que não há qualquer impedimento dos índios para a realização de buscas na terra indígena e que, desde o início, a fundação e as lideranças indígenas se colocaram à disposição para colaborar com a operação de busca dos desaparecidos. Quando aos prejuízos causados pelos atos de destruição ao patrimônio da União, foram abertos inquéritos junto à Polícia Federal para apurar os responsáveis. A Funai informou ainda que está em articulação com a Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal e Exército para garantir assistência aos índios da reserva Tenharim Marmelos.  



Tópicos: Humaitá, índios

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