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Presidente da CPI critica dados do CNJ sobre grampos legais

Segundo dados do CNJ, há 11.846 telefones monitorados com autorização judicial; Marcelo Itagiba contesta

18 de novembro de 2008 | 19h 19
ANA PAULA SCINOCCA - Agencia Estado

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), reagiu nesta terça-feira, 19, às declarações do corregedor-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilson Dipp, que ao divulgar números de interceptações telefônicas com autorização judicial disse que os dados divergiam dos levantados pela CPI. "A declaração do ministro Dipp me parece imprópria. Não se pode comparar banana com laranja", afirmou Itagiba.

Segundo dados do CNJ,  há 11.846 telefones monitorados com autorização judicial. Já para a CPI, com base em números repassados pelas operadoras de telefonia, em 2007 foram detectados 409 mil grampos. "Os nossos números foram apenas os repassados pelas operadoras, já que fomos cerceados pelo Judiciário em relação aos dados", criticou o presidente da CPI. Itagiba antecipou que vai apresentar amanhã um requerimento solicitando que as operadoras passem novas informações à comissão, desta vez referente a 2008.




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