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Presidente do PMDB defende redução de 38 para 28 ministérios

O senador Valdir Raupp sugeriu que cada partido da base abrisse mão de uma pasta

10 de outubro de 2011 | 17h 21
Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), defendeu nesta segunda-feira, 10, a redução do número de ministérios dos atuais 38 para 28 como forma de racionalizar a máquina pública. "Eu sou favorável a que voltasse ao que era antes", afirmou ao se questionado sobre a possibilidade de fusão dos ministérios da Previdência e do Trabalho. Raupp ressalvou que não tem conhecimento de nenhum estudo no governo para "enxugar" o número de pastas, hoje loteadas entre os partidos aliados da presidente Dilma Rousseff. "Seria bom enxugar um pouco, tem ministério demais", alegou.

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Para Raupp, 'tem ministério demais' - Dida Sampaio / AE
Dida Sampaio / AE
Para Raupp, 'tem ministério demais'

Sobre os reflexos de uma eventual redução de ministérios nos partidos da base, o senador sugeriu que cada uma das legendas abra mão das pastas que controlam. "Assim quem tem quatro ficaria com dois; quem tem dois ficaria com um, quem tem um ficaria sem nenhum", propôs, enquanto aguardava o carro para levá-lo ao Ministério da Previdência, onde trataria da ida do ministro Garibaldi Alves a Rondônia, onde serão inaugurados novos postos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

O senador Valdir Raupp ainda apontou a Bahia como o Estado onde houve o maior desfalque de prefeitos peemedebistas que se filiaram ao PSD. De um total de 117 prefeitos, 60 deles aderiram ao novo partido. O partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também obteve a filiação do vice-governador do Estado, Otto Alencar, informou Raupp. Quanto à desfiliação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, tido como um possíveis candidatos a prefeito ou ao governo de São Paulo pelo PSD, o senador disse que o gesto não surpreendeu "porque ele nunca foi tido como peemedebista". Citou como exemplo, o fato de Meirelles não ter comunicado ao partido sobre os convites que recebeu para ocupar o Conselho Público Olímpico (CPO) e o Conselho da Copa do Mundo de 2014.



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