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Presidente do PMDB reprova uso de dinheiro público para gastos pessoais

Sem fazer referência direta ao ministro do Turismo Pedro Novais, que teria usado servidor da Câmara como motorista particular, senador Valdir Raupp afirmou que a prática é indefensável

14 de setembro de 2011 | 14h 06
Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta quarta-feira, 14, que é indefensável o uso do dinheiro público para pagamento de despesas pessoais. Mesmo sem querer culpar o ministro do Turismo, Pedro Novais – acusado de usar um servidor remunerado pela Câmara como motorista particular de sua mulher, Maria Helena de Melo –, Raupp disse que não é possível comprometer a imagem do PMDB por causa de uma pessoa.

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"Estamos aguardando os esclarecimentos do ministro", observou o senador. Na prática, porém, o PMDB já avalia nomes para a substituição de Novais. Raupp informou que o vice-presidente Michel Temer vai se reunir na tarde desta quarta com líderes do partido na Câmara e no Senado para discutir o assunto. Questionado se era defensável o uso de verba pública para pagar contas pessoais, Raupp não hesitou na resposta. "De maneira nenhuma. Se isso realmente aconteceu, temos de verificar", disse ele.

O senador esteve com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, acompanhando o governador de Rondônia, Confúcio Moura, que solicitou financiamento para recuperação de lavouras. Ao ser lembrado por repórteres de que, com a esperada queda de Novais, o PMDB perderá o terceiro ministro na Esplanada em pouco mais de um mês, Raupp disse que problemas assim acontecem "no Japão, na Inglaterra e em muitos países".




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