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Presidente do PT minimiza denúncia e diz confiar em Pimentel

Segundo revista 'IstoÉ', coordenador da campanha de Dilma superfaturou obras de BH para financiar mensalão

26 de fevereiro de 2010 | 16h 26
Clarissa Oliveira, de O Estado de S.Paulo

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, minimizou a reportagem veiculada pela revista IstoÉ desta semana, sobre o conteúdo do processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o escândalo do mensalão. Por telefone, Dutra esclareceu que ainda não teve acesso à reportagem completa, que já chegou às bancas de São Paulo. Mas saiu em defesa do ex-prefeito de Belo Horizonte e coordenador da campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Fernando Pimentel.

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"De ilações o mundo está cheio", afirmou o dirigente. "Mesmo sem ler a notícia completa, posso dizer que confio plenamente no Fernando Pimentel." Sobre os demais itens abordados pela reportagem, Dutra disse não ver "nenhuma novidade".

Segundo a revista, a investigação do escândalo demonstra que os recursos utilizados no esquema de caixa 2 do PT para comprar votos da base aliada no Congresso Federal, escândalo que veio à tona em 2005 e ficou conhecido como "mensalão", também provinham dos cofres públicos. A publicação afirma ter tido acesso ao processo judicial, de 69 mil páginas. Num dos anexos do processo, Fernando Pimentel é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o exterior, depois usados para pagamentos de dívidas com o publicitário Duda Mendonça.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Mineiro, a origem desses recursos está em um contrato superfaturado da prefeitura de Belo Horizonte, feito durante a gestão de Pimentel.

Questionado sobre o impacto da notícia sobre a campanha de Dilma, Dutra rebateu: "Você é que está dizendo". E emendou: "Eu não tenho dúvidas de que esta campanha será cheia de ilações e de factoides. Mas cabe à polícia investigar e aos acusados se defenderem. De qualquer forma, já sabemos muito bem que esta será uma campanha em que a oposição certamente tentará destruir biografias."

O presidente do PT queixou-se também do vazamento do processo, que corre sob sigilo no STF. "Isso não é um vazamento, é uma abertura de comportas", afirmou Dutra. "É muito grave. O sigilo de Justiça no Brasil virou uma piada."


  

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