ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Preso pela PF, governador do AP será enviado a Brasília

Investigações contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do BC

10 de setembro de 2010 | 12h 09
Rosana de Cassia, da Agência Estado, e Julia Baptista, do estadão.com.br

SÃO PAULO - O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), preso na manhã desta sexta-feira, 10, em Macapá, pela Polícia Federal (PF), será enviado a Brasília, junto com outros suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos do Estado e da União. Dias e mais 15 pessoas, entre elas o ex-governador Waldez Góes, foram presos durante a Operação Mãos Limpas. Pedro Paulo é cadidato ao governo do Estado, e Waldez Góes ao Senado.

Veja também:

blog ‘No Amapá, vote em Waldez Góes, que está com Dilma’, diz Lula

linkPT do Amapá protestou contra a participação em programa de adversários

linkGovernador do Amapá é preso em operação da PF

linkEm discurso, Sarney elogiou gestão de ex-governador

As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do Banco Central (BC), começaram em agosto do ano passado. Foram apurados indícios de um esquema de desvio de recursos da União, que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

De acordo com a PF, a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas. Para se ter uma ideia, apenas uma empresa de segurança e vigilância privada, segundo a polícia, manteve contrato emergencial por três anos com a secretaria, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

De acordo com as investigações, foi constatado que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do Estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria-Geral da União.

Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.

Veja abaixo a lista dos envolvidos:




Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional

  • Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional
  • Haddad quer corredor de ônibus na 23 de Maio
  • Ex-pintor não sabia que poderia ter acesso ao Bolsa Família