Procuradora vê propina da Camargo Corrêa para PT e PMDB
Advogados negam acusação e argumentam que escutas utilizadas para fundamentar investigação são ilegais
Na construção de cinco hospitais no Pará, a Construtora Camargo Corrêa teria pago propinas para o PT e o PMDB. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 1, pela Procuradoria da República em São Paulo, que requereu à Justiça Federal abertura de inquéritos "para apurar cabalmente crimes de corrupção ativa e passiva". A procuradoria sustenta que a revelação sobre pagamentos para os dois partidos "consta dos manuscritos apreendidos em pastas e pen drives de Bianchi". Os advogados dos suspeitos negam as acusações.
Pietro Francesco Giavina Bianchi é executivo da empreiteira, alvo da Operação Castelo de Areia - investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema de crimes financeiros, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além de Bianchi, a PF suspeita de Darcio Brunatto e Fernando Dias Gomes, também dirigentes da Camargo Corrêa. Os três foram denunciados à Justiça Federal.
A propina paga no Pará teria sido de cerca de R$ 260 mil para o PT e R$ 130 mil para o PMDB. A investigação ainda não identificou período em que o dinheiro teria sido repassado.
Bianchi, Brunatto e Gomes foram presos em 25 de março por ordem do juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6.ª Vara Criminal Federal. O Ministério Público Federal suspeita que eles corromperam autoridades e parlamentares. A corrupção teria precedido a lavagem.
Os novos inquéritos buscam "identificar quais políticos, agentes públicos e executivos teriam recebido vantagem financeira ilegal". Segundo a procuradoria, em pelo menos três obras públicas em que a construtora venceu licitação os diretores teriam pago "propina a partidos, agentes públicos e pessoas com funções relevantes, como secretários de segurança, presidentes de câmara municipal e autoridades que chefiam empresas estatais". Para realizar os pagamentos, o dinheiro era transferido para contas bancárias em nome de offshores - quando o verdadeiro titular da conta não aparece -, nos EUA, Andorra, Suíça e Taiwan. Segundo o Ministério Público Federal, as informações sobre essas contas foram retiradas dos pen drives e pastas em poder de Bianchi.
Segundo a procuradora Karen Louise Jeanette Kahn, ainda não é possível identificar os beneficiários diretos pelas quantias porque o dinheiro foi transferido para contas no exterior em nome das offshores. A procuradoria identificou "supostos pagamentos de propina" pelos executivos da empreiteira em três negócios em que a Camargo Corrêa venceu a licitação. São citados os contratos para construção de 23 embarcações petrolíferas para a renovação das frotas da Transpetro (Empresa Petrobrás de Transporte), no Rio, a construção de hospitais em cinco cidades do Pará (Belém, Santarém, Breves, Redenção, Altamira) e a aquisição de um terreno para obra da Prefeitura de Caieiras, na Grande São Paulo.
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 03 Japão mobiliza 900 soldados para ...
- 04 ONU critica legislação brasileira e cobra ...
- 05 Kassab diz a petistas que apoio a Serra ...
- 06 Radiação de Fukushima, no Japão, circulou ...
- 07 Presidente do Irã se queixa de ...
- 08 Cúpula petista já traça cenário em SP com ...
- 09 'Credibilidade do Brasil ajudará diálogo ...
- 10 Incêndio em porta-aviões militar deixa um ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados










