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PSD vai controlar máquina de pelo menos R$ 60 bilhões

Novo partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab já conta com filiação de dois governadores, cinco vices, seis senadores e cerca de 41 deputados federais; ‘vocação governista’ serve como atrativo para políticos com pretensões a disputar 2012

04 de maio de 2011 | 23h 00
Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

O PSD, partido a ser fundado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab, ainda não tem um viés ideológico definido, mas nasce com vocação governista e alto poder de fogo na eleição municipal de 2012: terá sob seu domínio máquinas públicas em Estados e prefeituras com orçamento acima de R$ 60 bilhões.

O poder das estruturas locais será decisivo na eleição para prefeito no ano que vem. Com o registro em cartório marcado para a próxima semana, o PSD surgirá no cenário político nacional com, pelo menos, dois governadores (Amazonas e Santa Catarina) e cinco vices. Além de Kassab, outro prefeito de capital deve fechar com a legenda, o de Maceió, Cícero Almeida (PP).

Na Câmara, são 41 deputados federais comprometidos a entrar na sigla, número que pode chegar a 45. No Senado, dois parlamentares anunciaram o ingresso na legenda, número que pode chegar a seis - entre os que estão no radar do PSD, estão Jayme Campos (DEM-MT) e Ciro Nogueira (PP-PI).

A estratégia inicial da cúpula do partido, desenhada por Kassab, é fortalecer o PSD politicamente, para depois poder viabilizá-lo juridicamente. O pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), último passo para criação oficial da sigla, quando forem coletadas as quase 500 mil assinaturas, deve ser enviado apenas no fim de junho.

O desafio inicial do partido será montar o PSD no maior número possível de cidades, de modo que a legenda tenha candidato a prefeito ou se alie a algum partido que lance um candidato no ano que vem. Passa também pelos planos da legenda fortalecer siglas aliadas, que podem servir de linha auxiliar nos projetos eleitorais do PSD. Em São Paulo, onde nasce o partido, seus líderes têm costurado a ida de aliados para legendas como PPS e PV. Na tentativa de desvincular o PSD da crise envolvendo a debandada de seis vereadores paulistanos do PSDB, os articuladores da nova sigla recomendaram aos parlamentares tucanos que migrassem para outros partidos.

A direção do PSD também quer manter a legenda em evidência, divulgando com frequência filiações de repercussão. Nesta semana, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, anunciou a saída do DEM e o ingresso no partido. A decisão já havia sido tomada há cerca de três semanas.

Sem oposição. O fato de a legenda não ser oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tem sido um atrativo para lideranças políticas com intenção de migrar para o PSD.

"O fato de ser governista, de estar aliado com a bancada governista, deve pesar favoravelmente a nossa entrada nesse novo partido, que já nasce grande", destaca o prefeito de Maceió, que se reuniu na última sexta-feira com Kassab em São Paulo.



Em Alagoas, além do prefeito, o PSD deve receber o deputado federal João Lyra (PTB), o mais rico integrante da Câmara, e o estadual Dudu Holanda (PMN).

Ao lado do PMN, o DEM tem sido um dos principais partidos de origem dos quadros do PSD.



Tópicos: PSD, Kassab,

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