PSDB acusa Dilma de antecipar campanha
Para o presidente do partido crescimento de Dilma é 'natural' porque ministra está em 'franca campanha'
SEM COMPARAÇÃO - José Serra durante evento em Sorocaba: concentrado em governar São Paulo enquanto petista faz campanha pelo País
O PSDB minimizou nesta segunda-feira, 1º, o crescimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na pesquisa Sensus divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em que a petista aparece empatada tecnicamente com o provável candidato tucano, o governador de São Paulo, José Serra. Lideranças da sigla e de partidos aliados atribuíram a subida de Dilma a um aumento da exposição da pré-candidata petista patrocinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que os resultados da sondagem não trazem nenhuma preocupação aos tucanos. "O Serra continua sólido e apresentando um crescimento, modesto, mas é um crescimento. Não há uma curva descendente, mas ascendente", avaliou. Serra aparece com 33,2% das intenções de voto, Dilma com 27,8% e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), 11,9%. Sem Ciro, Serra vai a 40,7% e poderia até vencer no primeiro turno.
Guerra considerou um fato previsível a ascensão de Dilma. "A ministra tinha que crescer mesmo porque está em franca campanha", provocou. O senador condenou qualquer comparação entre o desempenho do tucano e da petista - Serra teve ligeira alta de 1,4 ponto porcentual da pesquisa de novembro para a deste mês, enquanto a ministra subiu 6,1 pontos. "É uma comparação defeituosa na origem. Serra está concentrado em governar São Paulo e Dilma está andando pelo País em campanha."
O principal aliado dos tucanos também reagiu com tranquilidade. "Era um crescimento esperado porque só tem Lula e Dilma fazendo campanha no País. Vai ficando cada vez mais claro que a ministra está chegando ao seu teto", considerou o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
A cúpula do PSDB avalia que é o momento de aumentar as críticas à ministra Dilma Rousseff. O objetivo é colar cada vez mais na petista a pecha de "ministra das obras paradas". Por outro lado, os caciques tucanos também apostam no fortalecimento dos palanques estaduais para fazer contraponto ao que chamam de "campanha desenfreada do governo". O objetivo é desatar os principais nós de modo a criar palanques únicos, e não duplos, para a candidatura tucana.
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