PSDB de BH confirma apoio informal a candidato do PSB
Articuladores da aliança por Lacerda, governador Aécio e o prefeito Pimentel não foram a evento
Num evento esvaziado, o Diretório Municipal do PSDB de Belo Horizonte, confirmou, oficialmente, nesta segunda-feira, 30, o apoio informal dos tucanos à chapa encabeçada pelo candidato a prefeito da capital mineira Márcio Lacerda (PSB), com o candidato a vice-prefeito Roberto Carvalho (PT). O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT) - articuladores da aliança -, não compareceram à convenção municipal do PSDB. Aécio e Pimentel preferiram encontrar-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Itajubá, no sul de Minas.
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A convenção foi aberta pelo presidente do diretório municipal do partido, Léo Burguês, que procurou justificar a decisão da legenda pela adesão informal à coligação. Léo Burguês admitiu que a condição para o acordo após o veto do Diretório Nacional do PT causou insatisfações internas, principalmente na direção nacional tucana.
Ele disse que o PSDB foi acusado de aceitar participar da campanha "por debaixo dos panos", como se os tucanos fossem "amantes". "Queriam que fôssemos para o enfrentamento", lembrou, destacando que a intenção da cúpula petista era, "justamente, criar um constrangimento para o PSDB".
A Direção Nacional do PT vetou a participação formal dos tucanos, com a alegação de que o entendimento favorece as pretensões do governador de Minas Gerais em 2010. A participação do PPS - que está fora da base de sustentação do governo Lula - também foi proibida pelos dirigentes petistas. Mas o PT seguiu a estratégia encontrada por Aécio e o prefeito de Belo Horizonte para driblar a resistência da legenda nacional e também decidiu apoiar, informalmente, a chapa.
''Generosidade''
O presidente do Diretório Municipal do PSDB de Belo Horizonte reforçou o discurso da "generosidade" tucana em prol da manutenção da parceria administrativa entre o governo de Minas Gerais e a prefeitura de Belo Horizonte. "É óbvio que não é a maneira mais cômoda, nem a maneira que gostaríamos de estar caminhando... mas o partido não pode ser um fim e sim um meio de alcançarmos a vontade popular", disse.
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