PSDB paulista oficializa prévias para definir candidato a prefeito
Realização do pleito, que ocorrerá no dia 4 de março, foi comunicada no 'Diário Oficial' do Estado; anúncio oficial ocorre após tentativa de Alckmin de trazer José Serra de volta à disputa
RIBEIRÃO PRETO - O presidente do PSDB paulistano, Júlio Semeghini, convocou oficialmente para o dia 4 de março, das 9 horas às 15 horas, as prévias que irão definir o candidato do partido para a disputa à Prefeitura de São Paulo, nas eleições municipais deste ano. Segundo o comunicado, publicado nesta quinta-feira, 9, no Diário Oficial do Estado, as prévias ocorrerão em 58 locais da capital paulista e a escolha será feita pelos "eleitores filiados" e por "voto direto e secreto".
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A decisão de Semeghini, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional de Geraldo Alckmin, ocorre logo após o governador paulista pedir ao ex-governador José Serra que reavalie a posição de não disputar a sucessão de Gilberto Kassab (PSD). O desejo de Alckmin em fechar um acordo em torno do nome de Serra gerou críticas de alguns dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura, como o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário de Energia, José Aníbal.
Tripoli afirmou ser "impossível" eliminar as prévias e Aníbal considerou a consulta aos filiados como "irreversível". Além deles, são pré-candidatos do PSDB à sucessão de Kassab, os secretários estaduais do Meio Ambiente, Bruno Covas, e o da Cultura, Andrea Matarazzo. O prazo para a inscrição às prévias termina na próxima terça-feira, dia 14.
O anúncio oficial das prévias tucanas, no Diário Oficial do Estado, ocorre também no momento em que o grupo político ligado ao ex-governador José Serra ainda insiste num acordo com o PSD. Por esse acordo, os tucanos abririam mão da candidatura própria nessas eleições e indicariam o vice para compor a chapa encabeçada pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos (PSD).
Paralelo às conversas dos pessedistas com os tucanos, o prefeito Gilberto Kassab, um dos fundadores do PSD, sinaliza um acordo com o PT para apoiar a candidatura do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, à sua sucessão, com a possibilidade de indicar o nome do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para vice na chapa petista. Este acordo tem o aval da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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