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PSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340

Para tucanos, oferta foi 'insuficiente'; segundo líder do PSDB, impasse envolve reforma tributária e desonerações

06 de novembro de 2007 | 13h 06
Cida Fontes

O senador Sergio Guerra (PSDB-PE) afirmou, nesta terça-feira, 6, que o PSDB não aceitou as propostas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião nesta manhã, para aprovar a prorrogação da CPMF. "Não aceitamos. Não foram suficientes", disse ao chegar ao Senado. Guerra informou que a bancada irá discutir o assunto em reunião nesta tarde.

 

O governo propôs isentar de CPMF quem ganha até R$ 4.340,00. Acima deste valor, segundo o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, haveria um abatimento de R$ 214 por ano. O líder, no entanto, disse que o impasse envolvendo a reforma tributária e novas desonerações faz com que o PSDB considere que a proposta ainda é insuficiente para "comover" o partido.

 

 

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Segundo ele, o PSDB quer a redução dos gastos públicos e da carga tributária. "Para quem vai receber R$ 160 bilhões de CPMF nos próximos anos, o governo está desonerando muito pouco", disse Virgílio. Ele afirmou que o PSDB acredita que o governo pode melhorar a proposta. O líder contou que, segundo a apresentação feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração seria de R$ 2 bilhões. "Atinge uma faixa ampla de contribuintes, mas é ínfima pelo que o governo pode fazer", afirmou Virgílio. "Ou o governo melhora a proposta, ou ele se contenta com o voto contra do PSDB."

 

O líder disse que a bancada do PSDB está bastante agitada e que o governo tem feito esta negociação "a passos de cágado". Virgílio afirmou que a idéia é não liberar a bancada para votação. O PSDB tem 13 votos no Senado. O partido cancelou a reunião da Executiva Nacional marcada para esta noite a fim de avaliar a proposta e dar uma resposta ao governo. "Se o governo só vai nos oferecer uma proposta agora de manhã, não tem por que essa pressa de reunir a Executiva para tratar de CPMF", afirmou Sérgio Guerra.

 

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), também participou da reunião e considerou "insuficiente" a proposta. Segundo o senador, o governo precisa apresentar uma proposta de desoneração maior da CPMF e crescente ao longo do tempo. Ele evitou marcar uma data para a resposta do PSDB ao ministro Mantega.

 

"A proposta é complexa, não dá para dar uma resposta em cima da perna", disse o senador. Segundo ele, a área técnica do partido vai avaliar as propostas e os cálculos de desoneração tributária apresentados pelo governo. Tasso disse que o ministro Guido Mantega está disposto a ouvir uma contraproposta do PSDB.



Tópicos: CPMF

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