PSOL questiona compra da casa da filha de Yeda
Partido afirma que aquisição do imóvel é incompatível com função não remunerada de Tarsila Crusius
A cúpula do PSOL no Rio Grande do Sul lançou suspeitas sobre a compra de uma casa pela psicóloga Tarsila Crusius, filha da governadora Yeda Crusius (PSDB), nesta terça-feira, 8. Em entrevista coletiva, o presidente da sigla no Estado, Roberto Robaina, a deputada federal Luciana Genro e o vereador de Porto Alegre e advogado Pedro Ruas, consideraram a aquisição incompatível com a função não remunerada de presidente do Comitê de Ação Solidária que Tarsila exerce no governo de sua mãe. Segundo a matrícula no Registro de Imóveis, o negócio foi fechado em junho deste ano pelo valor de R$ 310 mil, com entrada de R$ 150 mil e saldo parcelado até agosto do ano que vem.
Os integrantes do PSOL também anunciaram que vão levar o caso ao Ministério Público de Contas pedindo que a procedência do dinheiro seja apurada. O advogado da psicóloga, Fábio Medina Osório, assegurou que o negócio foi legal e informado a todas as áreas competentes. Destacou que Tarsila tem rendas de sua atividade empresarial como dona de uma loja no bairro Moinhos de Vento, poupança acumulada ao longo de uma vida e crédito para tomar empréstimos. Também anunciou que vai promover ação de indenização por danos morais contra os integrantes do PSOL.
Eleições
Na mesma entrevista, a cúpula do PSOL citou uma resposta dada pelo vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM) a uma interpelação feita pela governadora Yeda Crusius (PSDB) como exemplo de irregularidades eleitorais que teriam sido cometidas pela chapa em 2006.
Questionado sobre como teria tomado conhecimento de movimentação de recursos financeiros não declarados à Justiça Eleitoral, Feijó citou repasse que ele mesmo fez, como contribuição, para pagamento do aluguel da sala na qual instalou seu comitê de campanha. Informou, ainda, que declarou a doação à Receita Federal. Mas ressalvou que, apesar dos pedidos que fez, não recebeu o comprovante do comitê eleitoral. Também salientou que a doação não apareceu na prestação de contas da campanha feita pelo PSDB à Justiça Eleitoral. O tesoureiro da chapa, Rubens Bordini, disse que as despesas do comitê de Feijó não eram custeadas pela campanha.
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