PT defende saída temporária, mas Sarney resiste no cargo
Assessoria de Mercadante diz que senador e Ideli propuseram o afastamento de 30 dias, mas Sarney não aceitou
O PT defendeu nesta quarta-feira, 1º, o afastamento temporário, de 30 dias, do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do comando da Casa, segundo informou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), via assessoria, ao estadao.com.br.

A proposta foi levada a Sarney por Mercadante e Ideli Salvatti (PT-SC), líder do governo no Congresso, nesta manhã, em reunião reservada, mas o peemedebista não aceitou. No entanto, Sarney se manifestou favorável à criação de uma comissão de senadores para propor mudanças na administração do Senado.
"Como não houve acolhimento, vamos sentar com o presidente Lula para que o governo participe do esforço de reconstrução do Senado", disse Mercadante. O senador, após a reunião da bancada realizada agora à tarde, afirmou que o pedido de afastamento "não é uma exigência política" e que o partido não vai formalizar essa posição.
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O partido se junta às manifestações do DEM, PDT e PSDB, que ontem pediram que Sarney deixe a presidência até que todas as denúncias contra ele sejam apuradas. O PMDB, partido de Sarney, é o único que defende sua permanência no cargo.
Mercadante afirmou que Sarney não é o único responsável pela crise e criticou a postura do DEM que, publicamente, pediu o afastamento de Sarney. O senador do PT lembrou que o DEM vem ocupando por vários anos o cargo de primeiro-secretário da Mesa do Senado e que, portanto, tem responsabilidade sobre as irregularidades.
"Não vamos reconstruir (o Senado) punindo um senador", disse Mercadante. Ele afirmou que existe uma preocupação de seu partido em manter a aliança com o PMDB. "Não há governabilidade sem apoio do PMDB", disse. "Percebemos o quanto esta aliança é importante e percebemos a influência de Sarney junto ao PMDB", acrescentou.
Mercadante disse que a bancada petista pretende se encontrar amanhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a crise no Senado.
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