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PT endurece com filiados que continuam no governo Campos

04 de fevereiro de 2014 | 17h 01
ANGELA LACERDA - Agência Estado

O PT pernambucano não vai mais tolerar que petistas se mantenham em cargos da administração do governador Eduardo Campos, quatro meses depois de o diretório estadual decidir deixar a base do governo socialista. A decisão de entregar os cargos foi tomada depois que o PSB saiu do governo Dilma Rousseff, diante da pretensão de Eduardo Campos disputar a presidência da República. Mesmo assim, filiados continuam integrando o governo socialista, numa demonstração da divisão interna que persiste no partido e foi responsável pela perda da prefeitura do Recife, depois de 12 anos sob o comando do PT. Na última eleição municipal, Campos lançou candidato socialista na capital e saiu vitorioso.

Em reunião do diretório estadual do PT na noite da segunda-feira, 03, ficou acertado que todos os que se encontram nesta situação serão comunicados de que devem deixar os cargos em 15 dias. O partido faz um levantamento para saber quantos filiados ainda não deixaram seus postos. O principal deles é a secretaria-executiva da Agricultura estadual, ocupada pelo presidente do PT no Recife, Oscar Barreto.

Quem não atender à determinação, será alvo de processo disciplinar que poderá levar até à expulsão. "Todos terão direito a ampla defesa, mas quem não sair ficará isolado", avisa o vice-presidente estadual do partido, Bruno Ribeiro, ao destacar que o PT tem outras prioridades e desafios no Estado e não deve estar envolvido com um tema já deliberado.

Ribeiro avalia que a saída de petistas do governo Campos é também uma questão política, que extrapola o estatuto partidário. Lembra que Campos passou de ex-aliado a antipetista, como tem atestado o discurso que passou a adotar.

O PT tinha seis deputados estaduais em Pernambuco. A bancada foi reduzida a quatro porque dois migraram para o PSB. Na Câmara Federal, o PT-PE diminuiu de quatro para três deputados federais.



Tópicos: PT, Eduardo Campos

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