PT escolhe novos dirigentes neste domingo em todo o País
A votação, que escolherá os novos presidentes do partido, teve início às 9h e será encerrada às 17h
O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou eleições internas neste domingo, 22, em todo o País para escolher os novos presidentes nacional, estaduais e municipais do partido para os próximos três anos.

Segundo o Diretório Estadual do Partido em São Paulo, a votação teve início normalmente às 9h e foi encerrada às 17h. Não houve registro de incidentes ou irregularidades no processo, e o primeiro resultado parcial oficial está previsto para esta noite, a partir das 22h. O resultado final oficial, no entanto, só deverá ser anunciado na terça-feira, dia 24.
Os candidatos à sucessão de Ricardo Berzoini na presidência nacional do partido do presidente Lula são o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), que disputa o cargo pela segunda vez e concorre pela corrente Mensagem ao Partido, o ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, da chapa Construindo um Novo Brasil, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), representante do Movimento PT, a deputada do Espírito Santo Iriny Lopes, que representa a Articulação de Esquerda, e os membros do Diretório Nacional Markus Sokol e Serge Goulart.
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Favorito da disputa, Dutra é o escolhido pelos principais líderes petistas, que esperam com ele conseguir coesão na primeira campanha presidencial do partido sem o nome de Luiz Inácio Lula da Silva nas cédulas. O presidente, inclusive, declarou voto em Dutra, assim como o deputado cassado José Dirceu e a pré-candidata do partido à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O ex-senador também terá a difícil tarefa de conduzir o processo de alianças do PT com o PMDB. Isso porque, apesar da pré-aliança firmada entre dirigentes dos dois partidos em npivel federal, PT e PMDB deverão lançar candidatura própria no Acre, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Em entrevista coletiva após votar, em Brasília, Lula não descartou dificuldades na formação dos palanques estaduais. Mas apresentou uma solução para quando houver divergências: "Não tenho mais ilusão quando se trata das disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas que o que deve prevalecer é um projeto nacional, normalmente o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados", afirmou. "O que é importante é que, se houver divergência na base aliada nos Estados, isso não seja impeditivo para a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos", completou Lula.
Dirceu
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