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PT não assinará nota da oposição contra Sarney

Com decisão, partido reforça apoio a permanência do peemedebista na presidência do Senado

04 de agosto de 2009 | 20h 00
Eugênia Lopes e Christiane Samarco - O Estado de S.Paulo

O PT reforçou nesta terça-feira, 4, o apoio para a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa ao manter a posição pela licença temporária e não aceitar um convite de outros quatro partidos (DEM, PSDB, PDT e PSB) para pedir a renúncia do senador ao cargo.

Ao lado de Tasso Jereissati, do PSDB, Sarney conversa com senadores no planário da Casa - CELSO JUNIOR/AE
CELSO JUNIOR/AE
Ao lado de Tasso Jereissati, do PSDB, Sarney conversa com senadores no planário da Casa

A decisão do PT acabou fortalecendo Sarney e deixando isolados os senadores que defendiam a renúncia - ao final do dia, todos os partidos optaram por manter apenas o pedido de afastamento de Sarney.

Se o PT tivesse concordado com a renúncia, os demais partidos fariam o mesmo, tornando inviável a permanência de Sarney no comando do Senado. Em um plenário de 81 senadores, os cinco partidos juntos somam 46 votos - 14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, cinco do PDT e dois do PSB.

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Em uma demonstração clara de que sua renúncia ficou mais longe, Sarney fez questão ontem de presidir a sessão do Senado por mais de duas horas e depois desfilou com desenvoltura pelo plenário do Senado cumprimentando aliados e até "inimigos", como os tucanos e os democratas.

Inicialmente, os cinco partidos haviam cogitado fazer uma nota conjunta pedindo o afastamento de Sarney da presidência do Senado, mas acabaram desistindo, reforçando a permanência do peemedebista no comando da Casa.

"Ato de grandeza"

A terça-feira começou com os partidos de oposição tentando articular uma reação à tropa de choque do PMDB para que fosse elaborado documento favorável à renúncia do comando do Senado por Sarney.

Numa reunião a portas fechadas, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmaram que a ideia era evoluir da posição de licença/afastamento para a renúncia de Sarney. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), descartou imediatamente essa possibilidade.




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