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PT pede para PF apurar PSDB-MG na quebra de sigilo

06 de setembro de 2010 | 18h 37
DENISE MADUEÑO E GUSTAVO PORTO - Agência Estado

O PT e a campanha da candidata Dilma Rousseff partiram para o contra-ataque ao candidato José Serra (PSDB) no escândalo da quebra de sigilo fiscal de integrantes da cúpula tucana e de Verônica Serra, filha do presidenciável. O presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, pediu formalmente à Polícia Federal (PF) que anexe à investigação as notícias publicadas na imprensa dando conta de que a coleta de informações sobre os tucanos teria partido de Minas Gerais, em reportagens do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Na prática, Dutra solicita à PF que apure se o suposto dossiê com dados sigilosos de tucanos obtidos ilegalmente teria sido resultado de um fogo amigo no PSDB durante o período em que o governador de Minas, Aécio Neves, enfrentava uma disputa interna com Serra em torno da escolha do candidato à Presidência da República da legenda. É o que relata uma das reportagens anexadas pelo PT no pedido.

O dirigente petista negou que esteja fazendo insinuações e acusando indiretamente Aécio Neves de ter interesse e de estar por trás da devassa em dados fiscais de Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, de Ricardo Sérgio e Marin Preciado, cunhado de Serra.

"Nós não vamos fazer qualquer acusação ou ilação com relação aos responsáveis pelos fatos dessa natureza", disse Dutra. "Cabe à PF fazer investigação entre um episódio e outro, considerando que há informações de coleta de material jornalístico." Uma das reportagens, publicada na revista Época desta semana, relata que Amaury Jr. trabalhava para o jornal O Estado de Minas, onde foi escalado para fazer investigações sobre pessoas ligadas a Serra.

Interesse

De acordo com a reportagem, o interesse do jornal poderia estar relacionado ao apoio que a empresa deu ao projeto de candidatura presidencial de Aécio, encerrada meses depois. Ainda segundo a reportagem, o jornalista, depois que deixou o jornal, teria manifestado interesse em levar as informações para a campanha de Dilma.

"Todas as matérias dizem respeito às investigações feitas contra pessoas do PSDB", afirmou Dutra. O interesse, segundo o dirigente petista, é verificar as relações da investigação jornalística com a quebra de sigilo fiscal. "Há coleta de informações feita em Minas sobre o PSDB, queremos que investigue que grau de veracidade tem isso e a relação entre os dois casos."




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