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'Quando deixar presidência, Lula abrirá seus gastos', diz Dilma

Ministra foi convocada a comparecer a comissão para falar do PAC, mas foi questionada sobre dossiê FHC

07 de maio de 2008 | 15h 21
da Redação

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta quarta-feira, 7, que os dados considerados sigilosos do governo sejam, "a partir de um determinado momento", divulgados e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrirá seus gastos assim que deixar o cargo. "Eu não vejo nenhum problema em divulgação de a partir de um determinado momento de dados que antes eram considerados sigilosos. Acho que será um aprimoramento nosso procurar divulgá-los. Eu defendo que com a passagem do tempo eles sejam divulgados. Eu não vou avaliar qual seja o período. Até porque o presidente disse que no primeiro dia que ele sair, ele torna o dele publico", disse.   Veja também: Fórum: A ida de Dilma ao Senado ajuda a esclarecer o dossiê FHC?

Entenda a crise dos cartões corporativos 

Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição O balanço do PAC     A ministra, que foi convocada para falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Comissão de Infra-Estrutura, defendeu também a ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, que deixou o cargo após ser apontada como líder dos gastos com cartão corporativo. "A Matilde pediu afastamento, não foi o governo federal que a afastou. Os gastos dela não tinham grandes discrepâncias", completou.   A ministra afirmou que o PAC acabou com a fase de "vôo de galinha" da economia brasileira. De acordo com ela, o governo, no início do primeiro mandato, realizou poucos investimentos para consolidar a estabilidade econômica. Uma vez atingido esse objetivo, Dilma explicou que o PAC foi elaborado para acelerar o crescimento e sustentar a expansão da economia em níveis mais elevados. "Nós fizemos o nosso dever de casa e começamos a acelerar o crescimento e a distribuição de renda", afirmou a ministra, destacando que o PAC conseguiu ser elaborado sem provocar riscos à estabilidade econômica. Dilma participa neste momento de audiência pública na Comissão de Infra-estrutura do Senado.   (Com Fabio Graner, de O Estado de S.Paulo)




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