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Queda de ministros ilustra deficiências da política brasileira, dizem analistas

'Presidencialismo de coalizão' está na raiz dos problemas envolvendo a corrupção na base aliada.

04 de dezembro de 2011 | 21h 06

A queda do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o sétimo de uma série de demissões que marcou o primeiro ano do governo Dilma Rousseff, reflete as deficiências do sistema político brasileiro, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Lupi entregou o cargo neste domingo, após denúncias de desvio de verbas públicas do Ministério do Trabalho por meio de ONGs conveniadas com o governo, reveladas em uma reportagem da revista Veja.

Durante audiência na Câmara dos Deputados, Lupi negou ter relações com as organizações e disse que não conhecia o dirigente da ONG Pró-Cerrado, Andre Meira, e que nunca havia viajado em seu jatinho particular.

Dias depois, um site do Maranhão publicou uma foto de Lupi descendo da aeronave. A oposição acusou Lupi de "mentir ao país". O ministro depois mudou a versão e negou ter dito que não conhecia Meira.

A isso se somaram recentes denúncias do jornal Folha de S. Paulo de que o ministro teria sido "funcionário fantasma" da Câmara dos Deputados e teria acumulado cargos simultaneamente de maneira irregular, como assessor parlamentar em órgãos públicos diferentes.

'Presidencialismo de transação'




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