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Mensalão

Relator aceita ação por lavagem de dinheiro contra Azeredo

Ministro já havia acatado denúncia por peculato e pedido de vistas de Dias Toffoli suspende julgamento

05 de novembro de 2009 | 18h 31
Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

O ministro Joaquim Barbosa concluiu na tarde desta quinta-feira, 5, a segunda parte de seu voto no inquérito do mensalão mineiro, e acolheu a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por crime de lavagem de dinheiro. Segundo o ministro, há indícios de conluio entre o senador e os acusados, e também de participação direta de Azeredo nos crimes.

Barbosa lê parecer no qual apontou indícios de conluio entre o senador Azeredo e os acusados - Sergio Dutti/AE
Sergio Dutti/AE
Barbosa lê parecer no qual apontou indícios de conluio entre o senador Azeredo e os acusados

O julgamento foi adiado depois do voto de Barbosa porque o ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, ex-advogado-geral da União no governo Lula e novato na Corte, pediu vista.

Na sessão de quarta-feira, 4, Joaquim Barbosa já havia votado favoravelmente à abertura de processo contra o senador por crime de peculato.

Barbosa alertou que é necessário julgar rapidamente o caso para evitar que ocorra a prescrição (extinção da ação). Ele também defendeu que o eventual processo sobre o suposto esquema de desvio de recursos na campanha de Azeredo, conhecido como mensalão mineiro, seja julgado no mesmo dia que a ação aberta pelo tribunal em 2007 contra 40 acusados de participação no mensalão federal.

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Ex-governador de Minas Gerais, Azeredo seria, segundo a PGR, o mentor de um esquema que teria desviado recursos de empresas públicas de Minas Gerais para fazer caixa dois para sua campanha à reeleição, em 1998


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