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Renan ignora denúncia e diz que 'ética é obrigação'

01 de fevereiro de 2013 | 13h 57
RICARDO BRITO E DÉBORA ÁLVARES - Agência Estado

Em discurso acalorado, o candidato à presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), ignorou as denúncias que pesam sobre ele e disse que ética "é obrigação de todos". Ele apresentou algumas de suas propostas para os dois anos de mandato e pediu votos. "Eu peço à nossa Casa, a Casa dos iguais, o apoio e o voto de vossas excelências, consciente de que a escolha de cada um das senhoras e senhores senadores é, acima de qualquer coisa, uma demonstração de prestígio, homenagem e celebração à democracia."

Escolhido por unanimidade dentro do partido, que só formalizou a candidatura de Renan no fim da tarde desta quinta-feira (31), o candidato destacou quatro eixos em que pretende trabalhar durante seu mandato: aprofundamento e continuidade das reformas e modernização da Casa; criação da Secretaria de Transparência; definição de prioridades legislativas; e compromisso do parlamento com a democracia e a liberdade de expressão.

"A gestão administrativa tem que ser pautada nos seguintes princípios: reduzir a despesa pública do Senado Federal, unificação de órgãos, qualificação continuada dos servidores; planejamento estratégico e governança", disse. Segundo ele, essas medidas poupariam males como "ineficiência e tédio".

A Secretaria de Transparência que pretende criar não geraria, segundo Renan, custos adicionais para o Senado. "Esse órgão terá com essa secretaria, agora na época digital, papel equiparado ao que teve a TV Senado, criada por Vossa Excelência (José Sarney)."

Renan disse que o estabelecimento de prioridades legislativas diminuiria as incertezas. "Assim, nesse contexto federativo, vamos avançar em duas matérias de grande importância tributária e financeira. Precisamos aprovar rapidamente a regulamentação da avaliação periódica do sistema tributário nacional. Isso é fundamental para que possamos aferir a experiência do sistema tributário, a justiça fiscal, a complexidade da legislação".

Com o banco de dados que também pretende criar, o peemedebista afirma que vai facilitar e qualificar as votações do Fundo de Participação dos Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e todas as questões relativas.

Segundo Renan, esta agenda é "por um Brasil mais fácil, mais ágil () que exige que o Senado e o Congresso Nacional deem respostas". "Se no passado fomos capazes de remover o entulho autoritário, vamos ser capazes de resolver o entulho burocrático".






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