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Resultado surpreende gaúcha com tataravô escravo

Resultados indicam origens na Inglaterra e no Leste Europeu.

23 de agosto de 2007 | 8h 32

Pelo cabelo ruivo e a pele branca, a gaúcha Luciana Lopes dos Santos, de 25 anos, sempre soube que tinha pelo menos um pé na Europa, mas não sabia exatamente onde.

Historiadora, ela já previa que, pelo sobrenome e por um estudo genealógico que apontara que a família do pai tinha uma origem nos Açores, tinha ancestrais em Portugal. Faltava saber, no entanto, de onde tinha saído o cabelo ruivo e onde tinha ido parar a herança genética do avô negro, por parte de mãe.

Exames de DNA, feitos com base em uma amostra de saliva de Luciana, revelaram um ancestral paterno com o haplogrupo (conjunto de seqüências genéticas) R1B, tipicamente europeu e encontrado com freqüência na Pensínsula Ibérica e na Grã-Bretanha.

Do lado materno, foi identificado o haplogrupo T1, também de origem européia e freqüente no Leste Europeu e em regiões próximas ao Oriente Médio.

"Ser da Península Ibérica é uma coisa pacífica, mas da Inglaterra? E o outro do Leste Europeu? Não imaginava. Imaginava européia dos Açores, de Portugal, mas nada além disso", disse Luciana, referindo-se aos resultados dos exames.

A gaúcha fez os exames de DNA depois que o seu email foi escolhido na seleção "Descubra os seus ancestrais", promovida como parte do especial Raízes Afro-Brasileiras, que reúne reportagens sobre as origens genéticas da população brasileira.




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