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Retrospectiva 2011: Itamar Franco morre aos 81 anos em São Paulo

Conhecido pela retidão ética, Itamar obteve bastante destaque ao lançar o Plano Real

18 de dezembro de 2011 | 15h 35
estadão.com.br

2011 também foi o ano em que o Brasil se despediu do ex-presidente Itamar Franco. Ele morreu aos 81 anos, no dia 2 de julho, em São Paulo. Itamar estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde o dia 21 de maio para tratar de leucemia e ainda sofreu um acidente vascular cerebral. Desde então, permanecia licenciado de suas atividades no Senado – para onde havia sido eleito em 2010. Dias antes de morrer, Itamar apresentou um quadro de pneumonia grave e precisou ser transferido para a UTI do hospital.

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Uma grande multidão se despediu do ex-presidente nos dois velórios feitos em sua homenagem. Primeiro, em Juiz de Fora, seu berço político, onde compareceram os também ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva. Depois, seu corpo foi levado para o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, onde se despediram a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de São Paulo José Serra, o senador Aécio Neves e os governadores Antonio Anastasia (MG) e Geraldo Alckmin (SP). Depois, o corpo de Itamar foi cremado em Contagem e suas cinzas foram depositadas sobre o túmulo de sua mãe.


O presidente do real. Baiano no registro civil, Itamar se tornou um dos mais destacados e comentados políticos mineiros das últimas décadas. Para o País, surgiu na eleição presidencial de 1989, como candidato a vice de Fernando Collor de Mello. Terminou por assumir a Presidência da República após o impeachment do ex-governador alagoano, com quem vivia às turras.


Mesmo entre os mais críticos, Itamar costumava ser reconhecido pela retidão ética. Igual reconhecimento ele sempre cobrou em relação ao legado da estabilidade do País. Econômica, com o lançamento do Plano Real durante seu governo, e política, com a transição bem sucedida após o desastroso desfecho da gestão Collor. Orgulhava-se de ter sido fundador do MDB, posterior PMDB, mas não fazia cerimônia: deixava o partido toda vez que seus interesses eram contrariados.



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